- Ano II - nº 5(17) - Maio de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

FLORAIS - Ana Lucia Magnelli.

Florais de Minas I

Com este artigo, pretendo começar a delinear alguns dos vários sistemas florais brasileiros, visto que com a nossa flora variada, são muitos. Citando alguns, temos: Minas. Gaia, Saint Germain, Amazonas, Sul, das Gerais, Agnes, Araretama. E não para por aí, mas vamos caminhando com um objetivo definido.

Começo com os Florais de Minas por ser o que mais se aproxima do de Bach.

Breno Marques da Silva, doutor em Ciências pela USP, químico, pesquisador, terapeuta floral e responsável técnico das essências, e Ednamara B. V. Marques, psicopedagoga, especializada em simbolismo, terapeuta floral e palestrante, são os fundadores do sistema Florais de Minas. Não são somente companheiros de percurso no processo de descoberta das essências florais, mas também companheiros na vida real. Ambos são de Itaúna, cidade mineira, também sede dos Florais de Minas.

As essências que constituem o sistema Florais de Minas são extraídas das flores das regiões montanhosas do Quadrilátero Ferrífero de Minas Gerais.

No sistema mineiro, o preparo das essências segue o mesmo padrão daquele utilizado pelo Dr. Bach na década de trinta, estando estruturadas e classificadas de acordo com os estados mentais propostos pelo Dr. Bach: essências para o medo, para a incerteza, para a falta de interesse nas circunstâncias, para a preocupação excessiva com o bem-estar dos outros, para a supersensibilidade, para o desalento e para a solidão.

Breno personalizou a descrição de cada essência, procurando tratar a pessoa e não os sintomas físicos pois, para ele, a cura deve ser suave e nunca mais dolorosa do que a própria doença, devendo aquela (cura) sempre implicar no conhecimento e na remoção do erro básico cometido pelas pessoas.

Penso que devo dar uma parada e esclarecer o que, para ambos os autores, é considerado erro básico. Na realidade, são dois grandes erros, onde o primeiro é “fracassar em honrar e obedecer aos ditames de nossa Alma” e o segundo “é agir contra Unidade”.

Para Bach, “nossas Almas (que são nós próprios) conhecem todo o propósito e estão nos guiando para que tiremos de tudo o máximo proveito”. Se formos analisar o primeiro erro relacionando com o escrito neste parágrafo, não honrar e não obedecer a nossa Alma é fugir àquilo que nos é mostrado diariamente pelo nosso EU Superior e fazer questão, digamos assim, de seguir o caminho inverso ao que nos foi indicado. Este caminho inverso, nos levaria ao segundo erro, que é o de agir contra a Unidade, pois, ao irmos na direção contrária, estamos, de algum modo, mexendo no equilíbrio da Unidade maior, que comporta toda a humanidade, todo o planeta, com todas as suas formas de vida.

Como caminhamos em direção contrária, o conflito começa a aparecer e, conseqüentemente, a doença aparece para nos reconduzir ao caminho que devemos trilhar, ou seja, a Divina vontade da Alma.

A doença não é punitiva, mas vista como benéfica e corretiva, pois nos re-conduz ao caminho que deve ser trilhado. Assim sendo, o ser humano deve ser tratado integralmente, na sua totalidade, sincronizando suas ações concretas com os seus ideais divinos, latentes em sua Alma.

Tudo o que nos cerca (ambiente externo), é um reflexo simbólico e perfeitamente nítido do estado de nossa Alma, onde “a nossa intenção é a nossa varinha de condão”.

Posso continuar escrevendo das semelhanças existentes entre a filosofia dos dois sistemas, mas, no momento, vou me ater às diferenças entre eles que, não na filosofia, mas no número de florais e o rumo que o sistema Florais de Minas tomou.

Enquanto que o sistema criado pelo Dr. Bach possui 38 essências, o de Minas possui muito mais.

O kit profissional de Minas, dividido e classificado como o de Bach, é constituído de 84 essências florais. Breno ainda desenvolveu o kit doméstico (14 essências), o kit criatividade (42 essências), o kit dos chacras (7 essências), os fitoflorais (13 fórmulas florais), as fitoessências (13 fórmulas florais), além de 10 essências avulsas.

Além disso, criou o Gel de Flores (para feridas, contusões, cortes, picadas de insetos,etc), a Argila medicinal (para dermatites, coceiras, feridas, picadas de insetos, furúnculos, úlceras varicosas, varizes, etc), o kit de óleos Florais para os Chacras (contém 8 óleos florais, um para cada chacra,e um para a limpeza de todos), a Balaflor (uma bala enriquecida com florais, 9, ao todo), o Polvilho de Lobeira (com florais, um grande auxiliar no tratamento da diabetes, colesterol elevado, obesidade, moderador de apetite, proteção intestinal) e o spray de Própolis (com óleos de Alecrim do campo, auxiliar no tratamento de inflamações, infecções e irritações da garganta, rouquidão, desconforto causado pelas tosses alérgica e crônica, corretivo do mau hálito). Desenvolveu, também, 3 tipos de incensos florais: fórmula ambiental, fórmula angelical e a fórmula do terapeuta.

Esta é uma pequena apresentação do potencial brasileiro com relação a terapia floral, lembrando sempre que, a OMS (Organização Mundial de Saúde) reconhece os florais como uma terapia complementar, não sendo legalmente considerados medicamentos e não substituindo, em hipótese nenhuma, as indicações e o tratamento médico. Os florais se mostram eficazes na manutenção de uma melhor qualidade de vida.

As flores que iniciam os artigos são: Zinnia, Tabebuia, Sempervivum, Lantana, Millefolium, Rosa Canina, Impatiens e Heliotropium.

Poderia começar a escrever sobre elas, mas como a escolha que eu fiz foi aleatória, elas pertencem, como um início de classificação, aos seguintes grupos:

- falta de interesse pelas circunstâncias: Sempervivum e Rosa Canina

- supersensibilidade a influências e opiniões: Lantana e Millefolium

- solidão: Impatiens e Tabebuia

- desalento, desconforto e desespero: Heliotropium e Zinnia

Na parte de baixo, fecharei com os 3 grupos restantes, escolhidas aleatoriamente também, e pretendo, no próximo artigo, começar a descrever os florais mineiros, dentro dos seus grupos, indicando, inclusive, os correspondentes em Bach.

Os grupos que faltam:

- medo: Mimosa e Ambrósia

- preocupação excessiva com o bem-estar dos outros: Chicorium e Matricaria

- incerteza ou indecisão: Borragine e Emilia

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