- Ano VI - nº 2 (53) - Fevereiro de 2012.                                                                Direção: Osiris Costeira

OS GRANDES MESTRES - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

 

Mestre Djwhal Khul - O Tibetano

     I - Helena Blavatsky e Alice Bailey

 

Mestre Djwhal Khul viveu no Tibet, sendo conhecido em sua mocidade pelo nome de Gai Ben-Jamin. Presidiu um grupo numeroso de lamas tibetanos tendo sido abade de um mosteiro.  Mora hoje no Tibet Central, em Shingatse, próximo ao seu Mestre, Kuthumi, e a El Morya.

Diz-se que ele foi Kleinias, o aluno favorito de Pitágoras, e ainda o primeiro chela do Senhor Gautama Buda. Trabalhou com El Morya e Kuthumi na criação da Sociedade Teosófica, da qual foi adepto.

Djwhal Khul é o Ser de Luz responsável pela revelação dos segredos das antigas escolas iniciáticas, preparando as consciências humanas para a criação da nova raça.  

Há mais de meio século ele vem sendo o propagador da Grande Invocação, que tem ressoado pelo mundo inteiro, traduzida em cerca de 70 idiomas e dialetos. Cuida, enfim, de todos os discípulos e professores que se dispõe a aproveitar sua instrução em benefício da Humanidade.

Fundamentalmente, a sua obra foi divulgada em duas fases bem distintas. A primeira, durante quinze anos, de 1875 a 1890, foi feita através de Helena P. Blavatsky, ao fundar a Sociedade Teosófica e publicar o seu famoso livro “A Doutrina Secreta”, à qual Mestre Khul denomina de “fase preparatória” de seus ensinamentos e de El Morya e Kuthumi.

A segunda, durante 30 anos, foi desenvolvida graças a atuação de Alice Bailey que foi contatada por Mestre Khul no outono de 1919 e, até 1949, surgiram 24 livros de divulgação de seus ensinamentos, revendo, inclusive, alguns aspectos sobre os conceitos básicos da Teosofia.

Segundo o próprio Mestre Djwhal Khul, uma terceira interpretação de seus pensamentos será dada a conhecer por ele no princípio do século vinte e um por outro iniciado previamente preparado para tal.

Contudo, ele nos fala que “esta série de tratados que estabelecem uma ponte entre o conhecimento material do homem e a ciência dos iniciados compreenderá ainda outra fase”.  

 

Helena Petrovna Blavatsky (1831/1891) ou Elena Petrovna Blavatskaya (em russo: Елена Петровна Блаватская) foi escritora, filósofa e teóloga da Rússia, hoje Ucrânia, tendo nascido na alta aristocracia russa sendo, inclusive, sua mãe da família Dolgorukov, uma das mais antigas e distinguidas do Império Russo com principes, grão-duques e czares em seu grupo familiar.

Possuindo dons psíquicos incomuns desde criança, desenvolveu ao longo de sua vida uma personalidade complexa e independente, gerando, além de inimigos e adversários, situações de  muita controvérsia em face de seu comportamento nada previsível ou polido, ficando sempre longe das convenções sociais.

Apesar de todas essas características, além de imenso carisma, inteligência e vivacidade pessoal, foi a responsável pela sistematização da moderna Teosofia e co-fundadora da Sociedade Teosófica.

Estando em Odessa, Ucrânia, segundo a própria Blavatsky, na primavera de 1873 recebeu instruções de seu Mestre para seguir para Paris e depois fixar-se nos Estados Unidos da América do Norte.

Já na América do Norte, após várias investidas no Espiritismo de Alan Kardec que começava a ter grande aceitação, aonde, inclusive, conheceu o Coronel Henry Steel Olcott, resolve criar, com o próprio Olcott, uma sociedade de estudos espiritualistas que fosse mais abrangente do que o Espiritismo.

Depois de muito debate sobre o nome que deveria receber a sociedade, em 18 de setembro foi escolhido o de Sociedade Teosófica, e a reunião inaugural aconteceu em 17 de novembro de 1875, data que é considerada a de sua fundação oficial, tendo Henry Olcott como Presidente e Helena Blavatsky como Secretária.

Nesta mesma época inicia a escrever a sua primeira grande obra, ”Ísis sem Véu: Uma Chave-mestra para os Mistérios da Ciência e Teologia Antiga e Moderna”, publicada em 1877, e que representa  uma revisão enciclopédica de seus artigos anteriores sobre Religião, Filosofia, Mitologia e Ciência.

Mas a grande “parceria” entre Mestre Khul e Blavatsky – além da participação de El Morya e Kuthumi - foi, realmente, a elaboração do livro “A Doutrina Secreta” com toda a essência de seus ensinamentos e a fundamentação doutrinária da Teosofia.

O livro começou a ser escrito em 1879, e notícias sobre sua futura publicação já apareciam em 1884. Em 1885 Blavatsky alegou ter recebido de seu mestre o plano geral da obra, que até então se desenvolvia fragmentariamente.

Em julho de 1886 o trabalho já estava adiantado, e ela pôde enviar aos editores 600 páginas manuscritas de um prólogo junto com o primeiro capítulo.  Mas esse prólogo acabou não sendo publicado na edição final.

Em janeiro do ano seguinte ela começou a redação dos capítulos finais, mas o trabalho foi interrompido por ter contraido uma séria doença. E foi nesse momento difícil que seu mestre teria lhe aparecido para que ela decidisse se queria viver ou morrer.

Recuperada na primavera, ela e seus editores começaram a organização e revisão final dos manuscritos dos dois primeiros volumes. Eles mais tarde testemunharam que a copiosa bibliografia de referência que ela citou no texto jamais havia estado fisicamente em sua casa.

Em 1888 a revisão foi terminada, e em outubro apareceram os dois primeiros volumes, Cosmogênese e Antropogênese, simultaneamente em Londres e Nova Iorque, que se esgotaram imediatamente.

Em seguida Blavatsky passou à revisão do material restante, durante a qual teve a colaboração de George Mead e Annie Besant.

Um terceiro volume só apareceu depois de sua morte, em 1897, e teve toda sua edição vendida em pouco tempo, formado com manuscritos fragmentários de Blavatsky e organizados por Besant e Mead.

 

Alice Bailey, na realidade Alice LaTrobe Bateman (1880/1949), foi uma pesquisadora e escritora teosófica inglesa, nascida em Manchester. Mudou-se para os Estados Unidos da América do Norte em 1907, aonde permaneceu até morrer em 1949.

Após divorciar-se de um ministro anglicano, tornou-se teosofista e autora de textos de misticismo, desencadeando um movimento esotérico internacional: em 1922, Bailey iniciou a Lucis Trust Publishing Company; em 1923, a Escola Arcana, e em 1932 o Movimento Internacional da Boa Vontade

É uma das herdeiras da escola teosófica fundada por Helena Blavatsky. No outono de 1919 foi contatada pelo mestre Djwhal Khul, e desse encontro surgiram 24 livros escritos entre 1919 a 1949.

Antes de realmente começar seu trabalho com Alice Bailey, Mestre Khul planejou cuidadosamente as fases deste trabalho, seu desenvolvimento e os resultados que esperava obter, dividindo o ensinamento em três períodos sucessivos de dez anos cada um.

Uma das finalidades da publicação de seus primeiros livros era descobrir, na primeira década, um núcleo de pessoas por meio das quais pudesse realizar o seu trabalho. É durante esta década que Alice Bailey cria a Escola Arcana que constitui o serviço pessoal ou contribuição que ela presta ao seu Mestre.

Mestre Djwhal Khul não foi responsável pelo nascimento da Escola Arcana, e nunca a influenciou. Mas, uma vez demonstrada a sua eficácia na formação de um corpo de trabalhadores treinados para cumprir o plano e preparar o reaparecimento do Cristo, fez uso dela para seus projetos de serviço.

Durante a segunda década aumentou o número de livros que se difundiram pelo mundo inteiro, e os contatos se tornaram mais numerosos, conseguindo Mestre Khul realizar o seu objetivo de anunciar publicamente a existência do Novo Grupo de Servidores do Mundo.

No terceiro período de dez anos completou-se a série de livros, insistindo em particular, nos últimos cinco anos, no fato do reaparecimento do Cristo e sobre o trabalho preparatório para este retorno.

Este evento foi anunciado e tornou-se público, e o Cristo foi apresentado tal como Ele é, ou seja, “como a mesma grande Entidade em todas as religiões do mundo”.

Foi através de Alice Bailey que Mestre Djwhal Khul transmitiu dois MANTRAS, da ALMA e da MÔNADA, extremamente interessantes quanto ao seu poder evocativo, e que devem ser recitados todas as vezes que se iniciar algum trabalho espiritual.

Mantra da Alma

Eu sou a Alma,

Eu sou a Luz Divina,

Eu sou Amor,

Eu sou Vontade,

Eu sou o Desígnio Imutável.

 

Mantra da Mônada

Eu sou a Mônada,

Eu sou a Luz Divina,

Eu sou Amor,

Eu sou Vontade,

Eu sou o Desígnio Imutável.

 

 A música chave de Mestre Djwhal Khul é Air on a G String, de Bach. Ouça:

 

CONTATO

fale conosco, tire suas dúvidas, fale com os terapeutas, opine sobre os artigos e dê sua sugestão de conteúdo.

BIBLIOTECA/LINKOTECA SELECIONADA

Nosso objetivo é formar um banco de referências bibliográficas das diferentes Terapias Holísticas, para consulta de todos os interessados em mais detalhes sobre determinado assunto. Seria muito importante, e verdadeiramente interativo, se recebessemos sugestões , objetivando uma das finalidades do site Terapia de Caminhos que é compartilhar experiências e conhecimento. Clique aqui para acessar a terapia que deseja uma bibliografia selecionada para consultas.

"As opiniões emitidas nos textos do site são de exclusiva responsabilidade de seus autores".