- Ano V - nº 4(44) - Março de 2010.                                                              Direção: Osiris Costeira

TERAPEUTAS E TERAPIAS - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

A PARAPSICOLOGIA DE RHINE

 

Apesar de o termo Parapsicologia, segundo a sua historiografia, ter sido proposto pela primeira vez em 1889 por Max Dessoir, coube a JOSEPH BANKS RHINE, biologista norte-americano (Waterloo, Pensilvânia, 29 de Setembro de 1895-20 de Fevereiro de 1980) a consagração da mesma como o estudo científico das capacidades extra-sensoriais.

Coube a Joseph Rhine a façanha de colocar o fenômeno paranormal, as ciências do espírito, dentro das Universidades e no âmbito da ciência oficial. Por isso é considerado, hoje, como o Pai da Parapsicologia. 

Ele era casado com Louise Ella Rhine, ambos biologistas, ligados ao Departamento de Psicologia da Universidade de Duke. Foi nesta instituição que Rhine fundou o primeiro laboratório de Parapsicologia, além do “Journal of Parapsychology” e a “Foundation for Research on the Nature of Man”. Em 1934, Joseph Rhine publica a sua monografia (“Extrasensory Perception After Fifty Years”) que provocou imensa reação no público, tanto no sentido de incentivar novas pesquisas quanto pressões para que a Universidade encerrasse seu patrocínio às suas pesquisas.

Foi assim, e dessa maneira, que nasceu o Duke Parapsychology Laboratory, independente da Universidade de Duke, porém com todo o acervo e histórico de pesquisas em Parapsicologia.

Apenas como amostra do trabalho de Rhine, e sua repercução em vários setores de pesquisas independentes, vale destacar que entre 1930 e 1940 foram realizados 2.966.348 ensaios em telepatia, e 129.77 em clarividência.

A consagração dos esforços de Joseph Rhine veio por etapas: em 1937 o Congresso Anual do American Institute of Mathematical Statistics concluiu que as técnicas e métodos estatísticos utilizados por Rhine eram totalmente corretos; e em 1938 o Congresso Anual da American Psychological Association declara como legitimamente científica e pertencente ao campo da Psicologia a investigação da Parapsicologia.

Mas, o que é a Parapsicologia? É o próprio Rhine que nos conceitua, afirmando: A Parapsicologia é o estudo da capacidade que os seres humanos possuem de transmitir e receber informações independentemente dos sentidos habituais (audição, visão, paladar, olfato e tato).

Ao poderem ser transmitidos e recebidos sem o auxílio dos sentidos habituais, essas informações se tornam, à primeira vista, um fenômeno, mais facilmente explicável através das religiões e das manifestações místico-esotéricas. 

Esses fenômenos são conhecidos por telepatia (transmissão do pensamento), clarividência (visão do que ocorre à distância, sem acesso por meio físico conhecido), precognição (conhecimento de fatos futuros sem o uso da inferência racional), poltergeist (conjunto de fenômenos fantasmagóricos que sugere que determinado lugar esteja “mal assombrado”) e outros.

Tais fenômenos ocorrem nas mais variadas regiões do planeta, há séculos, e para eles ainda não existem respostas metodologicamente científicas. Apesar disso, a Parapsicologia é uma ciência humana. Trata de assuntos também abordados pelas religiões e pela magia, ou corrente ocultista. Contudo, o parapsicólogo, o religioso e o mago partem de premissas diferentes.

Para o parapsicólogo todo o fenômeno se origina no Homem. Ele é o centro e a razão de toda e qualquer manifestação paranormal. Para o religioso e o mago o Homem é apenas um acidente na ocorrência de fatos universais. E nesse contexto a religião adora forças superiores, e a elas pede concessões, enquanto que a magia procura dominar e controlar essas forças.

Em ambas, o Homem é apenas parte de um contexto mais abrangente; para a Parapsicologia o Homem é o epicentro do fenômeno, ainda que suas causas sejam desconhecidas.

 

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