- Ano V - nº 2 (42) - Janeiro de 2011.                                                                 Direção: Osiris Costeira

HOMEOPATIA - Iára Vieira - iarasovieira@gmail.com

LEI DA HOMEOPATIA

 

A Teoria Homeopática se constitui, basicamente, de uma Lei e Três Princípios Básicos.

Anterior à Hahnemann, Hipócrates defende o Princípio da “Vis medicatrix naturae”  - “Poder natural de cura” ou  Lei Natural de Cura, que diz que o organismo dispõe de recursos próprios para livrar-se, espontaneamente, de estados mórbidos que começam a implantar-se nele.

Porém, se persistirem comportamento agressivo, pensamentos e desejos desarmônicos, a enfermidade se agrava, superando o limiar de tolerância do organismo e do poder de auto cura. Surgem os sintomas e sensações desagradáveis que sinalizam desequilíbrio da Energia Vital.

LEI: SEMELHANTE CURA SEMELHANTE

 “Aplicar ao organismo doente a substância medicamentosa capaz de manifestar no organismo são, perturbações mórbidas análogas”.

“Similia Similibus Curantur” - os semelhantes curam os semelhantes é tão antigo (460-350 a.C.) quanto moderno.  Hipócrates havia anunciado com precisão: “O mesmo agente que causa uma moléstia é capaz de curá-la”.

Hahnemann, no parágrafo 25 do “Organon da Arte de Curar”, uma de suas primeiras obras, anuncia: “Todos os medicamentos curam, sem exceção, aquelas moléstias cujos sintomas mais se assemelham aos seus, sem deixar de curar nenhum”.  

Já no parágrafo 26 ele escreve: “Uma afecção dinâmica mais fraca é extinta de modo permanente no organismo vivo por outra mais forte, quando esta  (embora de espécie diferente) seja semelhante à primeira em suas manifestações”.   E tece a belíssima comparação: “Assim se curam, tanto as afecções físicas como os males morais. Hahnemann insiste: “O poder curativo dos medicamentos depende, portanto, de seus sintomas, semelhantes aos da doença, mas superiores em força, de modo que cada caso individual de doença é mais certa, radical, rápida e permanentemente eliminado e removido apenas por um remédio capaz de produzir no organismo humano, da maneira mais completa e semelhante, a totalidade dos seus sintomas, que são, ao mesmo tempo, mais fortes do que a doença, com uma energia superior”.

Resumindo: faremos uso do remédio que tenha o maior número possível de sintomas que o paciente apresenta.

Primeira Aplicação da Lei do Semelhante:

            “Quina curaria a Febre Palustre” (malária) porque é capaz de produzir sintomas semelhantes aos da malária.

Hahnemann testou o remédio chamado Quina, fazendo uso diário de pequenas doses puras, e aos poucos, começaram a surgir sintomas que simularam verdadeiras crises de malária: calafrios, sudorese, ruborização das faces, febre com intermitência sem qualquer participação do micróbio da malária (o Plasmodium).

Assim foi feito com várias outras substâncias, verificou-se que era confirmada a presença constante do mecanismo de reação do organismo quando submetido à ação dessas substâncias produzindo sempre sintomas artificiais, com características patogenéticas distintas, ficando, assim estabelecido, o primeiro princípio homeopático”.

 

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