- Ano V - nº 3 (43) - Fevereiro de 2011.                                                                 Direção: Osiris Costeira

HOMEOPATIA - Iára Vieira - iarasovieira@gmail.com

PRINCÍPIOS DA HOMEOPATIA - 1ª Parte

 

1º PRINCÍPIO: “Experimentação no Homem São”

Lei de Newton: “A toda ação corresponde uma reação de igual intensidade em sentido contrário – Lei de Causa e Efeito”. 

Na vida tudo está interligado.  Na Homeopatia todos os detalhes são intrinsecamente interligados.  Haja visto que, anteriormente estudamos “o semelhante cura o semelhante”, e vimos que Hipócrates e Hahnemann, entre outros, realizaram seus experimentos em si próprios, em seus parentes e amigos, todos sãos. 

Realizar experimentos em pessoas sãs é uma contribuição bem original que Hahnemann deixou eclodir, após tantas e tantas pesquisas, depois de ultrapassar diversos caminhos e bem difíceis (parágrafos 20 e 25 do Organon).

Ingerindo, experimentalmente, doses adequadas de uma substância cujas propriedades curadoras se deseja conhecer, percebe-se como o organismo reage por influência da energia vital. Dessa reação surgem sintomas artificiais da doença pesquisada. O indivíduo torna-se um doente artificial ou experimental.

Os sintomas artificiais retratam as propriedades terapêuticas da substância em experimentação. Cada substância provoca reação orgânica diferente de qualquer outra, com quadro de sintomas distintos. Por isto, não se deve substituir um medicamento por outro, e estas substâncias, aplicadas no homem são, em doses dinamizadas, agirão na Energia Vital, sem prejuízo à saúde.

Este método revela inúmeras propriedades dos remédios, principalmente os sintomas que são de origem mental e subjetiva: sintomas artificiais que abrangem sensações, desejos, alterações emocionais e psíquicas, e alterações físicas.   Suspendendo a administração, todos os sintomas desaparecem.

Esta forma possibilita o estudo do doente como um todo único e integrado.

Este método experimental é baseado nos relatos das pessoas que se apresentam voluntariamente para participar da pesquisa.  A pessoa ingere o remédio na dose e dinamização que se quer avaliar e vai relatando tudo o que está sentindo após a ingestão do mesmo.

A partir destes relatos, o experimentador vai selecionando os sintomas de acordo com sua importância hierárquica:

a) sintomas físicos: aqueles que são sentidos no corpo físico;

b) sintomas emocionais: tristeza, medo, saudade, alegria, afetos, raiva;

c)  sintomas mentais: depressão, ansiedade, fobias;

d) sintomas energéticos: aqueles que se manifestam através de sensações expressas através da expressão “como se”: “como se” pequenos insetos subissem pelo meu pé, “como se” meus dentes estivessem tão grandes que saem pela minha boca, “como se” alfinetes estivessem espetando meu estômago, dor de cabeça “como se” estivesse apertando minha cabeça com uma cinta.

Hahnemann afirmou com autoridade: “Em todos os ensaios cuidadosos, experiência pura, o único e infalível oráculo da arte de curar, nos ensina que, realmente, aquele medicamento que, em sua ação no corpo humano são, tem demonstrado seu poder de produzir o maior número de sintomas semelhantes aos observáveis no caso da doença sob tratamento, igualmente, em doses de potência e atenuação adequadas, remove rápida, radical, e permanentemente, todos os sintomas desse estado mórbido, isto é, toda a doença atual, transformando-a em saúde”.

A experimentação de cada substância, com o respectivo aparecimento dos sintomas artificiais, dá origem à PatogenesiaO conjunto das Patogenesias forma a Matéria Médica Homeopática.  Numa patogenesia são incluídos todos os sintomas artificiais sejam físicos, emocionais, mentais e sutis. 

Patogenesia – conjunto de sintomas que se conhece durante o experimento de um determinado remédio, pelo método homeopático, aplicado em pessoas sadias.

A diferença fundamental entre a Homeopatia e a Alopatia é que a Homeopatia estuda as perturbações dinâmicas psíquicas, gerais e locais provocadas pelo medicamento potencializado, colocando especial ênfase no estudo da sintomatologia subjetiva do sujeito em experimentação:

A Alopatia estuda, fundamentalmente, a ação tóxica, fisiológica e farmacológica das drogas em doses maciças, que não considera as reações nem a sintomatologia subjetiva do indivíduo e essa experimentação se realiza, quase sempre, em animais ou em enfermos, porém, não em seres humanos sãos.

 

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