- Ano I - nº 2 - Janeiro de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

LEITURA CORPORAL - Osiris Costeira.

A Doença como sintoma.

Introdução:

A concepção de vida mudou, e muito, a partir do momento em que se concluiu, e isso graças a Albert Einstein, que toda a matéria é na verdade energia. E essa energia se materializa através das diferenças vibracionais dos diversos corpos. As diversas vibrações é que caracterizam os diferentes corpos. E, com isso, cada corpo é apenas uma energia que vibra com determinadas características próprias, inerentes àquele corpo, inclusive o corpo humano, o nosso corpo físico.

Dentro deste raciocínio, carece de concluir que há determinadas vibrações, formadoras de determinados corpos, que os nossos sentidos não vêem, ou não ouvem, ou não se lhes sentem o cheiro ou paladar, nem tampouco se lhes toca para os sentir. E aí, o homem, pelo menos até agora, sentenciava que “esse corpo, não visualizado pelos sentidos, não existe”.

É a partir desse divisor de águas – o aspecto vibracional formador dos corpos – que vários mundos começaram a ser “descobertos”. A própria fisiologia humana irá reconhecer que a conexão invisível entre o corpo físico e as forças sutis do espírito detém a chave para a compreensão dos relacionamentos internos entre matéria e energia. Quando isso acontecer, a ciência e os cientistas estarão mais perto de compreender o relacionamento entre a Humanidade e Deus, e assim serão mais úteis ao próprio homem, e encontrarão Deus.

Contudo, pelo que já se sabe e pelo que já se aceita como válido, o homem já se utiliza de uma série de recursos para tornar a sua vida mais prazerosa e menos doentia, não só em termos sintomáticos como também nos aspectos de origem, etiológicos. Como exemplos marcantes do que se usa, atualmente, nas chamadas Terapias Naturais e Holísticas, tem-se a Acupuntura, que se utiliza da manipulação da energia fluída pelos meridianos, os Florais de Bach e a Homeopatia, em cujas diluições infinitesimais, ou dinamizações, nasce uma nova farmacodinâmica, não de base molecular mas, sim, energética. E a Leitura Corporal começa a nascer, de parto longo e demorado, mas natural e sem auxílio de instrumentos que artificializem a parição. Agora é só aparar o feto e oferecer à luz.

A Leitura Corporal não é uma forma terapêutica. Ela é apenas, e tão somente, um auxiliar diagnóstico para que se reconheça na sintomatologia de sua doença física a origem de seu desequilíbrio interno. Pelo menos é o que ensinam Kurt Tepperwein, Rüdiger Dahlke e Thorwald Dethlefsen, entre outros, em seus livros verdadeiramente revolucionários. A lesão física, já instalada e manifesta através de uma síndrome ou apenas de um sintoma, necessita muitas das vezes de medicação, até cirurgias e de urgência. No atual estádio evolutivo espiritual do ser humano, uma úlcera péptica perfurante necessita de centro cirúrgico – e rápido – e não de elocubrações filosóficas ou metafísicas. Debelado o quadro hemorrágico da perfuração, e reconstituída a mucosa, o portador daquela úlcera necessitará rever o que o seu eu interno quis dizer através da lesão, pois ele está em desequilíbrio e em sofrimento. Localizado, através da doença física, as dificuldades vivenciais daquele corpo, o terapeuta poderá focar com mais nitidez e em menor tempo o desequilíbrio existente, evitando recidivas e outros adoecimentos.

Há mais de setenta anos, Edward Bach, o criador dos florais, dizia em suas obras explicativas que a razão principal do fracasso da medicina estava no fato de ela se ocupar dos efeitos e não das causas, visto que a real natureza da doença foi encoberta pela capa do materialismo. E sentencia, com a autoridade de sua luz, que a doença nunca será curada nem erradicada pelos métodos materialistas, pelo simples fato de que, em suas origens, ela não é material. É esta imaterialidade etiológica das doenças que a Leitura Corporal procura enfatizar ao fazer com que o paciente entenda que a sua asma, por exemplo, não é apenas um espasmo brusco da musculatura dos bronquíolos. É, tão somente, efeito, sintoma exteriorizado de um indivíduo que reage, desesperadamente, para manter preso o ar inspirado e não o devolver na expiração. Ar, para ele, é afeto e envolvimento humano; apesar de pouco, o que conquistar terá que guardar, pois pode não haver outro.

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