- Ano IV - nº 4(32) - Março de 2010.                                                                           Direção: Osiris Costeira

LEITURA CORPORAL - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

O Corpo Humano: O Grande Genoma

I - Estrutura Corporal / Divisões

Quando, em 1988, o governo norte-americano aprovou o Projeto Genoma Humano com a dotação de 3 bilhões de dólares e 15 anos de duração, o mundo científico partiu para uma corrida em busca das respostas escondidas nos genes humano, e que poderiam descortinar não só as características do próprio ser, mas principalmente as codificações das doenças geneticamente previsíveis. E em as conhecendo, preveni-las.

O projeto era ambicioso em suas metas como em seu desenvolvimento, pois o genoma humano é formado por 3X109 pares de bases de DNA distribuídos desigualmente nos 23 pares de cromossomas, e se encontram separados uns dos outros – de 50 mil a 100 mil - por longas sequências de DNA não codificantes. Mais de vinte anos após o seu início, a comunidade científica começa a colher os seus frutos, não só no genoma humano, mas também de outros seres, o que tem contribuído para a melhoria das condições de sobrevivência e bem estar do Homem.

Com a maior aceitação da Medicina Vibracional, dentro de um novo paradigma holístico que inclui o campo espiritual na constituição do homem, outras considerações são equacionadas para descrever o indivíduo, agora formado de corpo e espírito, o que abre um leque de constatações que podem, como se fôra um genoma, mostrar o indivíduo na sua totalidade real. Esse conhecimento permitirá ao terapeuta, e a todos de um modo geral, reconhecer a essência interna de seu paciente pela sua exteriorização corporal, pois é o corpo o grande depositário de sua história. É o grande genoma.

O estudo da Leitura Corporal, importante ferramenta para o descobrimento do Eu Interno de cada um, permite a associação entre corpo físico e manifestações próprias do ser como um todo. E isso, não apenas através de sua lesão – a doença – mas também de suas características personológicas que individualizam o ser como “persona”, de corpo e alma, iniciada com a fisiognomia clássica, há séculos, pelos chineses, e atualizada por Leo TALAMONTI (Editora Hemus, 1997), bem como pelos centros de estudos de Leitura Corporal hoje existente. Em um deles, o Núcleo de Terapia Corporal de Belo Horizonte, dirigido pela Professora Nereida Fontes Vilela e com aulas ministradas pela Professora Miriam Lacerda, o autor participou e aprendeu, e de onde se originam essas anotações.

Quando se estuda Leitura Corporal é importante, antes de mais nada, ter em mente a estrutura do corpo em suas várias divisões, pois o seu simbolismo se repete para os vários segmentos corpóreos que são estudados, fornecendo detalhes fundamentais antes de qualquer outra consideração.

A Divisão Ântero-Posterior, que localiza as faces ventral e dorsal do corpo físico, refere-se às codificações e registros das características estruturais e comportamentais da personalidade e da pessoa. A Face Anterior ou Ventral, a parte da frente do corpo, corresponde predominantemente à personalidade como veículo de expressão da pessoa. Ela representa o indivíduo e expressa o eu social. Revela as características e as particularidades emocionais, psíquicas e comportamentais que se aceita e se assume ter, e age na composição da imagem que configura e representa a própria presença pessoal. Os segmentos que constituem a face anterior do corpo processam o contato e a comunicação, e desenvolvem os mecanismos de interação e de troca. A Face Posterior ou Dorsal, a parte de trás do corpo, incluindo a face plantar do pé, corresponde predominantemente à pessoa, como parte sensível, diferenciada, individualizada e integrada à consciência universal, que compõe a estrutura emocional, de concepção e psíquica do Ser. Ela trabalha na composição da maneira de ser, de reagir e estar, e expressa o eu pessoal. Registra e revela as particularidades emocionais, psíquicas e comportamentais em experimento, transitórias ou já incorporadas, que caracterizam a individualidade, e ordena a criação das posturas que expressam e afirmam a identidade e a presença pessoal.

A Divisão Direita-Esquerda refere-se à movimentação dos impulsos coordenados pela razão e pela emoção, ao direcionamento dado à ação e ao registro das características e particularidades emocionais, psíquicas e comportamentais adquiridas das linhagens paterna e materna. A referência para esta divisão é a Linha Alba que começa no “bico da viúva” (área de início da primeira camada de fios de cabelo, no terço médio da testa), passa pela inserção do septo nasal (sutura intermaxilar), pela protuberância do queixo (protuberância mentual), prolonga-se pela linha central do osso esterno (ponta do processo xifóide), baixo ventre e genitália e, de forma imaginária, continua por entre os membros inferiores até o chão.

O homídio direito expressa o eu racional e produtivo, e responde, principalmente, às emissões do hemisfério cerebral esquerdo e às funções orientadas pela razão lógica e concreta, processando a relação entre o indivíduo e o mundo externo. O homídio direito, que se utiliza da energia yang (energia masculina, segundo a Medicina Tradicional Chinesa), guarda a memória dos comportamentos e habilidades herdadas da linhagem paterna, registra as experiências vividas na relação com o pai ou agentes substitutos e expressa as particularidades da maneira de estar e de agir nas relações sociais e na vida profissional.

O homídio esquerdo expressa o eu emocional e receptivo, e responde, principalmente, às emissões do hemisfério cerebral direito e às funções orientadas pela sentido emocional, pela sensibilidade e pela intuição, e estimula e processa a relação entre o indivíduo e o mundo interno. O homídio esquerdo, de energia yin (energia feminina, segundo a Medicina Tradicional Chinesa), guarda a memória dos comportamentos e habilidades herdados da linhagem materna, registra as experiências vividas na relação com a mãe ou agentes substitutos, e expressa as particularidades da maneira de ser na relação consigo mesmo e na vida íntima e pessoal.

A Divisão Médio-Lateral refere-se às formas, às intenções e propósitos dados à expressão ou à ação. A Faixa Mediana do Corpo, próximo à Linha Alba, expressa o eu disponível e apaziguador. Processa a mistura das forças opostas e complementares que constituem o indivíduo, e ordenam os movimentos que equilibram a razão e a emoção, o yang e o yin, o que é produtivo e receptivo, o poder da conquista e o direito ao usufruto. Regula a prática da confiança, da disponibilidade e da entrega; orienta os movimentos de determinação de limites e de adaptação aos limites estabelecidos pelo externo; sustenta o processo de estruturação e de preservação do próprio eixo e dirige os impulsos de socialização. Estimula a criação de alianças e a prática da negociação (consigo mesmo, à esquerda, e com os outros, à direita). A Faixa Lateral do Corpo expressa o Eu competitivo, e concentra os fluxos que estimulam o auto-aprimoramento, a identificação do que a si compete, a conquista de êxitos e vitórias e a obtenção de lucros e benefícios, e está envolvida na estruturação das ações que pretendem a construção e a valorização do que é construído.  Além de processar e incentivar o uso das habilidades e aptidões natas ou adquiridas desenvolve a habilidade de competir, e age na composição da expressão que manifesta o grau de competência que já se alcançou ou que se almeja conquistar.

 

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