- Ano VI - nº 2 (53) - Fevereiro de 2012.                                                              Direção: Osiris Costeira

LEITURA CORPORAL - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

O Corpo Humano: O Grande Genoma

V - Segmento dos Membros Inferiores - 1ª Parte

 

Os membros inferiores, direito e esquerdo, são constituídos pela articulação coxofemoral, coxa, joelho, perna, tornozelo, pé e artelhos. Estão ligados ao tronco pela cintura pélvica, formada pelos ossos do quadril.

De forma semelhante aos membros superiores, funcionam a partir dos impulsos de energia mobilizados pelo abdome (centro gerador das emoções e sentimentos), e têm por finalidade mobilizar a busca pelos desejos pessoais, de modo racional ou emotivo, mas de maneira pragmática e objetiva.

O membro inferior direito representa a estruturação do jeito de ser, de estar e de caminhar na vida social, profissional/produtiva, partilhada com a coletividade ou voltada para ela, e orientada pela razão lógica e pelo raciocínio.

O membro inferior esquerdo representa a estruturação do jeito de ser, de estar e de caminhar na vida pessoal, afetiva, voltada para a auto-realização, e orientada pela razão emocional e pelo sentimento.

A articulação coxofemoral ou articulação do quadril, o segmento de ligação entre a pelve e o membro inferior, formada pelo acetábulo do osso do quadril e a cabeça do fêmur, é considerada como o centro estimulador do poder criativo ou centro da criatividade. Ela representa o improviso, isto é, a aplicação e o desenvolvimento da capacidade criativa do indivíduo.

Simbolicamente, a articulação coxofemoral une a estruturação da vida cotidiana, realizado pela articulação do quadril, à elaboração dos projetos futuros de vida (orientados pelo fêmur).

Assim, a sintomatologia exibida por patologias da articulação do quadril pode significar dificuldade em permitir-se viver o habitual de uma forma renovada, aceitando a acomodação ao já conquistado ou a aceitação da inércia e do repetitivo. É, antes de mais nada, a exteriorização da rigidez do adquirido, sem possibilidade de mudanças.

A coxa elabora e estrutura a busca dos projetos de vida. Ela planeja e organiza os movimentos gerados pelo desejo de conquista, orienta a busca pela realização pessoal, ativa e conscientiza o ato de caminhar, além de determinar a forma de como se fará este caminho.

Os sinais/sintomas das patologias da coxa supõem levar à revisão ou redefinição de metas e trajetórias de vida. Da mesma forma, a plena definição muscular dos músculos da coxa promove a identificação dos desejos e propósitos que necessitam priorização, facilitando o processo de organização, definição e execução das condutas a serem assumidas.

O joelho, articulação que liga a coxa à perna, constitui o centro da valorização pessoal. Atua na composição e no desenvolvimento da identidade do indivíduo e na formação de sua personalidade. Além disso, representa o reconhecimento das características e das qualidades pessoais, notadamente quanto ao uso da força, do poder pessoal e o consequente exercício da autoridade.

Em função dessas características mostra, simbolicamente, o verdadeiro sentimento de humildade do indivíduo, tanto no ato de genuflexão quanto nos acontecimentos em que a região é lesada, principalmente, por traumatismos provenientes de quedas da própria altura.

O joelho direito, chamado centro da valorização da pessoa social e produtiva, inclusive em termos profissionais, busca racionalmente a autoqualificação

O joelho esquerdo, denominado centro da valorização da pessoa emocional e afetiva, estimula a auto-observação e o processo de desenvolvimento pessoal.

Os sinais/sintomas da articulação do joelho permitem a revisão dos sentimentos de valorização pessoal, do amor-próprio, e principalmente do direito à expressão de seus sentimentos e valores, independente dos aspectos sociais.

A perna estrutura e determina a busca dos projetos de vida, ordenando “como caminhar” e “como fazer” na concretização dos movimentos de conquista. A perna direita sinaliza a movimentação em direção à coletividade e aos aspectos profissionais, enquanto que a perna esquerda envolve mais as buscas emocionais do indivíduo e a sua capacidade de recepção da coletividade.

Em termos de sinais/sintomas, os comprometimentos da perna favorecem o redirecionamento do caminhar, e consequentemente da busca, e da importância que se dá aos projetos com os quais se está envolvido.

O tornozelo, articulação que associa a perna ao pé, é considerado o centro do equilíbrio, e processa a conquista e manutenção da segurança e do equilíbrio físico, emocional e comportamental dos indivíduos.

Além de sustentar e manter a posição bípede, o tornozelo participa com o joelho dos processos de determinação do valor pessoal, ao potencializar o sentimento de confiança em si próprio.

Na região posterior do tornozelo se encontra o mais poderoso e forte dos ligamentos nos membros inferiores, o Tendão de Aquiles, ligando os músculos da panturrilha (sóleo e gastrocnêmio) ao osso do calcanhar (calcâneo). Ele fornece força na fase de impulso da passada (ciclo da marcha), pois sua função é elevar o calcanhar para cima, ou seja, nos ajuda ficar na ponta do pé (flexão plantar) ou saltar.

Sua representatividade é extremamente rica, pois é com ele que caminhamos e damos os saltos necessários á vida, física ou emocional, real ou simbólica. A sua lesão ou ruptura implica na impossibilidade de andar e principalmente de saltar, e o indivíduo pára, real e simbolicamente.

O tornozelo direito coordena os movimentos de conquista e manutenção do equilíbrio comportamental nas relações sociais com a coletividade, bem como na vida produtiva/profissional

O tornozelo esquerdo coordena os movimentos de conquista e manutenção do equilíbrio comportamental nas relações da coletividade para consigo mesmo, e na vida afetiva. 

Os sinais/sintomas apresentados pelo tornozelo promovem os processos de conquista e do uso equilibrado do incomum, ou do não rotineiro; da mesma forma favorece a experimentação de novos jeitos e maneiras, de outras opções e de caminhos alternativos.

 

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