- Ano I - nº 3 - Fevereiro de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

LEITURA CORPORAL - Osiris Costeira.

A doença como sintoma: Doenças cardiovasculares.

O coração sempre foi um órgão absolutamente especial para o homem, admitindo uma série de significados e simbologias que atravessaram toda a História das civilizações. Para os egípcios antigos, “sem coração” significava tanto quanto “pobre de espírito”, e era impensável uma continuação da vida sem esse órgão central: no embalsamamento, todos os órgãos internos eram retirados, menos o coração que permanecia em seu lugar. Há séculos é tido como sede da alma, do sentimento, da coragem (já em Homero), da consciência (no budismo) e da razão. Em escritos chineses encontra-se a idéia de que o soberano é o coração de seu país; Zeus irá “elevar todos os seres de dentro de seu coração sagrado para a luz plena de alegria”, se cantava num hino órfico; e Santo Agostinho dizia que o coração é o recipiente do Amor Divino, centro da personalidade religiosa. Além disso, não é por acaso que o 4º Chakra/Centro de Força, o Cardíaco, localiza-se no coração, e é a expressão do amor, em todos os seus sentidos e dimensões.

Na anatomia humana, este órgão representa um papel extremamente importante na veiculação e circulação da própria vida, confirmando a grandeza simbólica marcada ao longo dos séculos. Ele é o responsável pela propulsão do sangue, e sangue é o símbolo da vida e expressão da individualidade Se o sangue é a expressão da vida, a pressão pela qual é impulsionado é a expressão do dinamismo do ser humano. Se o sangue corresponde ao próprio ser, as paredes dos vasos são os limites pelos quais se orienta o desenvolvimento da personalidade, a fim de enfrentar a resistência, os obstáculos que impedem seu desenvolvimento.

As pessoas que não enfrentam os seus limites e os seus obstáculos, reais ou imaginários, e quando se vêem diante de conflitos se retraem, exteriorizam esses sentimentos através de uma pressão sangüínea excessivamente baixa, ou hipotensão arterial. Tais circunstâncias, como obstáculos/resistências/conflitos, facilmente levam a desmaios, perdas de consciência, deixando de assumir as próprias responsabilidades. Quando perde a consciência, o indivíduo se retira do mundo consciente para o mundo inconsciente e, desta forma, nada mais tem a ver com os problemas que teria que enfrentar. Inclusive a sexualidade é um dos obstáculos/conflitos pela qual os hipotensos também manifestam a sua fragilidade. Além disso, ainda é freqüente este tipo de personalidade manifestar um quadro de anemia, anemia esta que revela uma recusa em usar o poder da energia vital disponível, impedindo assim que esta seja transformada em força ativa.

O problema oposto, a hipertensão arterial, também revela aspectos importantes de como determinadas pessoas “enfrentam” os seus limites/obstáculos/conflitos. Todos identificam aquelas pessoas, hipertensas, que vivem sempre situações conflitantes, sem no entanto arranjarem uma solução para as mesmas. Refugiam-se numa atividade superficial, tentando “enganar” através dela a si mesmos e aos outros, esquivando-se dos conflitos. Revela, inclusive uma agressividade reprimida – autocontrole - que, ao invés de se exteriorizar em atos ou palavras, se realiza no imaginário revelando algumas características do indivíduo, como conflito de autoridade não controlada, sentir-se insubstituível, querer imiscuir-se em tudo, em que o seu lema é “se não fosse eu as coisas não saíam” e dificuldade de compartilhar e dividir, principalmente poderes.

As patologias cardiovasculares, como o infarto do miocárdio, a angina, e as hipo/hipertensivas revelam – todas – uma profunda carência no abastecimento do coração com energia vital (sangue puro de amor), em que a maior dificuldade não é a circulação do sangue, mas sim a de prana ou energia vital ou reiki, e a de amor verdadeiro, real, desinteressado, sem espera ou exigência de retorno. Com isso, temos indivíduos com “coração duro” e “empedrado” e que a cardiologia clínica tem que usar, às vezes, de emergência, “explosivos” - nitroglicerina sublingual - para dinamitar a pedreira amorfa e inerte do desamor e da soberba. Nem sempre consegue, mas eles se mostram momentaneamente sem angina, e cada vez mais com tendência à dominação, medo da crítica e do insucesso, acúmulo de agressividade, pouca auto-estima, isolamento social, solidão, rigidez e incapacidade de uma descontração profunda. DETHLEFSEN Y DAHLK, em suas considerações sobre as “origens” das cardiopatias lembram que, em função das agressividades reprimidas, o “colapso cardíaco é a soma de todos os socos que não foram dados”. Nos outros, é claro.

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