- Ano VI - nº 4 (55) - Maio de 2012.                                                              Direção: Osiris Costeira

LEITURA CORPORAL - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

O Corpo Humano: O Grande Genoma

V - Segmento dos Membros Inferiores - 2ª Parte

 

O conjunto pé/artelhos, da mesma forma que o rosto, representa um dos segmentos mais ricos em características simbólicas identificadoras do indivíduo, permitindo uma série imensa de ilações com outros segmentos do corpo para uma Leitura Corporal mais nítida e “real”.

O , segmento de apoio dos membros inferiores, constitui o alicerce do sistema de auto-sustentação de todo o corpo humano. Ele estrutura o posicionamento e a movimentação do indivíduo, direcionando-o na concretização de seus projetos de vida.

Há muitos tipos de pés que chamam à nossa atenção. Os grandes e largos supõem estabilidade e “saber o que quer”, apesar de certa primitividade podendo acarretar um “quê” de autoritarismo e onipotência, se contrapõem aos pés pequenos, extremamente delicados, clássica imagem das gueixas japonesas e seus diminutos pés, que simbolizam subserviência, fragilidade e rigidez de comportamento.

Há também os pés “gordos”, carnudos, não necessariamente grandes, que sugerem pessoas tranquilas no caminhar de suas buscas, sem pressa, ao seu modo e ao seu tempo, diferentes dos pés “magros”, ossudos, que sugerem pessoas ansiosas e irritadiças no seu caminhar pelas suas conquistas. Raramente se satisfazem.

Outros tipos de pés bastante interessantes são aqueles que apresentam o arco plantar (arco metatársico) bem desenvolvido, em contraposição aqueles que não têm o arco, no chamado “pé chato”.  

E isso porque no simbolismo para a sola dos pés se imaginam três etapas na vida do indivíduo: passado (calcanhar), futuro (junto aos artelhos) e o hoje (no próprio arco metatársico).

E os indivíduos com o arco exaltado destacam muito os seus aspectos do passado/futuro, usando-os – ora um, ora outro - para dar guarita às suas necessidades emocionais atuais, para as ainda não resolvidas, como verdadeiro mecanismo de defesa. E o passado é sempre relembrado (“velhos e bons tempos”) como também o futuro (“quando realizar isto no próximo ano...”). O hoje... “deixa pra lá”.

Observa-se, como detalhe interessante, a arte dos bailarinos de representar a sua “vida artística” na ponta dos pés, sempre visando o sonho, no simbolismo da música e da dança, o imaterial, o amanhã, talvez o “inatingível”. 

Já os de “pé chato” vivem com mais facilidade o hoje/agora, não dando muito valor aos aspectos do passado e não confiando “cegamente” nas perspectivas futuras. São práticos e objetivos nas suas buscas. Se conseguirem, tudo bem. Se não conseguirem, tudo bem também... A vida continua...   

Outro tipo interessante de pé é aquele portador de “hallux valgus”, desvio articular do primeiro pododáctilo, hallux, (dedão), o que provoca a formação de uma proeminência na sua base, conhecida popularmente como joanete.

Em termos de Medicina Ortopédica, as suas origens tanto podem ser genéticas, familiares, quanto oriundas do uso indevido de calçados não confortáveis, ou mesmo, nas mulheres, do hábito, desde muito jovem, no uso de saltos altos.

Para o seu simbolismo corporal, entretanto, atribui-se um significado referente à valoração, pelo indivíduo, de pré-julgamentos, sem arguição ou comprovação de sua realidade.

Quando ocorrido no pé direito, diz respeito à elaboração desses pré-julgamentos para outrem, para a coletividade, naquilo que a gíria brasileira denomina de “fofoca”. Quando no pé esquerdo, sinaliza a receptividade e valoração desses pré-julgamentos quando recebidos de outras pessoas, tomando-os como “verdades” e sem qualquer raciocínio para avaliação de uma realidade. 

Contudo, é grande a incidência de hallux valgus – joanete – em ambos os pés, estabelecendo certo equilíbrio no indivíduo que emite e que recebe esses pré-julgamentos como “verdades”.

E um outro aspecto com relação aos pés diz respeito ao seu posicionamento na marcha, o que pode ser útil no conjunto de hipóteses e simbolismos comportamentais das pessoas.

Há indivíduos que quando marcham colocam os dois pés em ângulo obtuso, ou seja, em angulação aberta, que a gíria brasileira denomina de “dez pras duas”. Esses, geralmente, se mostram divergentes, difusos e “antagônicos” em suas metas e propósitos, não havendo um foco real e objetivo em suas intenções.

Ao contrário, os indivíduos que marcham colocando os seus pés em ângulo agudo, ou seja, em angulação fechada, demonstram metas focadas de modo rígido, intransigente, não sujeitas à discussão ou ponderações de melhorias, refletindo, muitas vezes, vestígios de personalidades infantilóides, mesmo em indivíduos adultos.    

 

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