- Ano VI - nº 5 (56) - Junho/Julho de 2012.                                                              Direção: Osiris Costeira

LEITURA CORPORAL - Osiris Costeira - osiris.costeira@uol.com.br

O Corpo Humano: O Grande Genoma

V - Segmento dos Membros Inferiores - Final

 

Os artelhos representam verdadeiras antenas vibráteis que emitem/captam a energia necessária à estruturação final da ação que objetiva a busca e a realização dos projetos de vida desenvolvida pelos membros inferiores.

É o maior depositário – 5 em cada pé, totalizando 10 individualidades – que se pode obter num início de simbolização, visto que os 5 dedos das mãos, também num total de dez, nos oferecem menor quantidade e qualidade de simbolismos a interagir com os demais aspectos anatômicos do corpo humano.

Na sua avaliação simbólica leva-se em consideração uma série de aspectos ao se compor o todo “artelhos”, tais como comprimento/largura, tipos de unha, declive angular entre o 1º (maior) e o 5º dedo (menor), e, numa visão mais diferenciada, quando determinado artelho “repousa” sobre o seu lateral, em total ou parcial desarticulação. 

Em todos esses pequenos/grandes detalhes, os artelhos – como todo o corpo humano - procuram “dizer” algo sobre o indivíduo, denunciando, se assim poderíamos dizer, as suas características, e de que maneira é preciso que o compreendam. A finalidade é, apenas, ser FELIZ, dentro do Livre Arbítrio de cada um.

O 1º artelho ou hálux, o artelho do sentimento e da emotividade, é a própria representação da movimentação e busca do “oferecimento” e do “recebimento” em termos de “dar e receber” AMOR.

O hálux direito estimula a busca pelo reconhecimento dos sentimentos nutridos em relação ao outro e à coletividade, enquanto que o hálux esquerdo incentiva a busca pela aceitação dos sentimentos dos outros por nós.

Para tanto, assim como para todos os demais artelhos, a sua estrutura, volume da articulação distal em relação às demais, direção/angulação com relação ao posicionamento do pé podem ser indícios de características do indivíduo.

Os sinais e sintomas que podem ser vistos e sentidos no halux promovem, simbolicamente, a necessidade de se rever as condições pelas quais a energia emocional de busca/retorno flui através do artelho, e consequentemente pelo indivíduo.

Da mesma forma que para todos os dedos – dos pés ou das mãos – há uma relevância importante na relação comprimento/largura das falanges, notadamente a distal, e as respectivas unhas.

Para que a energia tenha plena fluidez, de saída ou de chegada ao indivíduo, é desejável que o comprimento da falange/unha seja maior do que a largura, visto que a maior largura tenderia a “bloquear” ou “dificultar” a circulação de energia

Também em igual raciocínio para todos os dedos, o anquilosamento da articulação distal com a imediata (endurecimento articular mantida imóvel), no caso do halux com a proximal, incute dificuldade de fluidez energética, dificultando a sua plena mobilização.

O 2º artelho, do raciocínio concreto, procura desenvolver a busca pelos aspectos práticos e objetivos, dentro de um raciocínio lógico, de sua trajetória material, mundana e profissional: o 2º artelho direito viabiliza a projeção de “aonde, quando e a quanto” se quer chegar, enquanto que o 2º artelho esquerdo identifica as maneiras como o indivíduo permite a chegada a si de propósitos de raciocínio lógico, de outrem e da coletividade. 

Os acometimentos ou sofrimentos do 2º artelho, direito ou esquerdo, promovem a revisão de metas e trajetórias, e tratam da prática excessiva da precaução, real/material/cognitiva, principalmente em relação à vida.

O 3º artelho, o artelho do prazer, impulsiona o caminho definido pela vontade e pelo desejo, e o caminhar em busca ou em função das relações de convívio e pleno relacionamento.

Considerado uma estrutura da sexualidade, estimula que se viva e se manifeste a condição de ser atraído e se deixar envolver, indo à busca do contato, da troca, do namoro, do prazer e do gozo, em que o 3º artelho direito “procura” e o 3º artelho esquerdo é “achado”, se o indivíduo permitir, pelo prazer.

Os incômodos do 3º artelho procuram lembrar que a vida é para ser vivida com prazer, e que a felicidade e a satisfação são direitos de todos, e a todo o momento.

Além do mais, relembram a necessidade de serem resolvidas as dificuldades para assumir o desejo e a vontade pessoal; de se deixar envolver ou ser envolvido; de equilibrar a ação mediadora e apaziguadora dos relacionamentos humanos; de viver a espontaneidade; de impulsionar os movimentos em busca da auto-satisfação; e, fundamentalmente, de se permitir ser FELIZ.

O 4º artelho, o artelho da intuição, estimula que o indivíduo caminhe motivado pela voz interna ou pela voz e/ou orientação de outra pessoa, trabalhando, consequentemente, no desenvolvimento da habilidade da escuta, em que o 4º artelho direito “chama” a sua voz interna para caminhar, enquanto o 4º artelho esquerdo “aceita” a orientação de sua intuição, chegada sem a sua solicitação.

Os acometimentos do 4º artelho falam das dificuldades do indivíduo em criar ou selecionar propostas, metas ou possibilidades de atuação, em que a sua intuição parece bloqueada e “muda” para as necessárias ajudas e orientação.

E o 5º artelho, o artelho da participação, direciona os movimentos do indivíduo objetivando a sua participação nos grupos, com a finalidade de somar ou trocar esforços e conhecimentos pelo desejo de participar, e de se tornar parte dele.

Dentro deste conceito, 5º artelho direito impulsiona o caminhar partilhado, enquanto que o 5º artelho esquerdo orienta o caminhar por si, para si e consigo, aceitando a chegada/participação do coletivo como seu grupo

Os sinais e sintomas do 5º artelho evidenciam as dificuldades do indivíduo em participar dos processos de composição e desenvolvimento da ação ou da vida partilhada; da regulamentação/desenvolvimento de direitos e deveres; da revisão da escolha pelo isolamento permanente ou, em sentido inverso, pela fixação no grupal; e, criação e validação, ou não, das próprias raízes.   

Outro detalhe importante que gostaríamos de observar para todos os artelhos e de ambos os pés, refere-se à possibilidade de desarticulado determinado dedo este se acavalar sobre o seu vizinho. Tal fato acontece com qualquecr dos dedos e de ambos os pés.

Tal fato determina como denominamos, “quem cavalga comanda”, intuindo que o artelho que se sobrepõe ao outro determina a inibição das características do artelho “submisso”.

Desta maneira, quando o 2º artelho, por exemplo, acavala sobre o primeiro, inibe a movimentação das reações emocionais do indivíduo, oferecendo-lhe uma conduta mais racional e concreta; ou, ao contrário, quando o halux acavala sobre o segundo artelho determina o “abafamento” da busca/recepção das reações lógicas, racionais, para dar primazia aos aspectos emocionais.    

Finalmente, enfatizaríamos que na Natureza tudo é equilíbrio para que haja harmonia. Na leitura simbólica do pé/artelhos não poderia ser diferente.

E isso nos referimos à angulação decrescente que é feita, naturalmente, entre o hallux, maior, e o 5º artelho, o menor, o que sugere uma conduta equilibrada e harmônica entre a emoção e a lógica, além dos demais aspectos quanto ao prazer, intuição e participação. 

Algumas vezes, os dedos não se apresentam dessa maneira, em que determinado artelho se mostra maior ou menor do que deveria ser em função do equilíbrio da angulação hallux/5º artelho.

E essa divergência mostrará uma “supremacia” ou “inibição” da função energética a que o artelho representa, oferecendo, desta maneira, a sua leitura simbólica a respeito do indivíduo.

 

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