- Ano V - nº 8 (48) - Julho de 2011.                                                                 Direção: Osiris Costeira

PSICOSSOMÁTICA - Iára Vieira - iarasovieira@gmail.com

O ESTRESSE E A FORMA DE ADOECER

COMO SE FORMAM OS SINTOMAS NO CONTEXTO HOMEM-CORPO-MEIO SOCIAL - 3ª Parte

 

FASES DO ESTRESSE

Hanz Selye estudou e demonstrou as  três  fases da Síndrome  Geral de  Adaptação:

1a Fase Alarme, Alerta ou de Luta (reação de emergência - Cannon) ou Fuga

O organismo se prepara para a luta ou a fuga; se a reação de alerta é rápida o organismo se recupera rápido, sem sofrer danos.

§  Fase em que o sujeito acaba de entrar em contato com o estímulo agressor, incidência diante do indivíduo; desencadeia reação parassimpática que prepara o organismo para lutar ou fugir, são as respostas fisiológicas, quase que reflexas, universais.

§  Reações sistêmicas (por todo o organismo); reação diante uma ameaça predominante.

§  Não basta existir só o estímulo estressor, este tem que ser percebido pelo indivíduo como fator ameaçador ou agressor para desecadear as reações do organismo.

2a Fase de resistência

Quando o estímulo estressor continua com muita intensidade, em não sendo letal, o organismo através de alguma ação reparadora busca resistir ao estresse.  Dois sintomas aparecem nesta fase: sensação de desgaste generalizado e problemas de memória. 

As glândulas supra-renais podem apresentar problemas de funcionamento. Se persistir, a pessoa pode exibir exaustão aparecendo doenças, tais como, herpes simples, psoríase, hipertensão, diabetes (naqueles com predisposição), retração das gengivas, gripes, tonturas, redução da libido.

§  Persistência do estímulo agressor mantendo sua ação; forma do organismo gerar uma adaptação ao fator ameaçador;

§  Começa a afetar órgãos, fase de luta ou fuga que não é resolvida; o sujeito acaba adoecendo;

§  O organismo faz de tudo para se adaptar; mudanças na estrutura do corpo – lesão.

3a Fase Exaustão

A perduração do estressor, ou quando ocorrem vários ao mesmo tempo, pode gerar uma exaustão psicológica em forma de depressão, doenças e até mesmo a morte.  As doenças podem ser apatia, crises violentas de raiva, hipersensibilidade emotiva (choro fácil), úlceras gástricas, vitiligo e todas as doenças anteriormente citadas.

Segundo Selye (1976), a resposta generalizada ao estresse se processa através de dois sistemas, o endócrino e o nervoso.  O estímulo é percebido pelo sistema nervoso.  Os impulsos são enviados ao cérebro e integrados com estados emocionais e codificados no sistema límbico. 

Neural é o caminho mais direto, através dos ramos simpáticos (que estimula o órgão final) e do parassimpático (que inibe as funções).       

Quando não há perduração o estresse não se torna crônico. Quando o estresse perdura há a ativação do eixo psicofisiológico neuroendócrino que propiciará a "luta ou fuga", através da medula adrenal ao produzir catecolaminas: adrenalina e noradrenalina.

A fase mais crônica é quando ocorre a ativação do eixo endócrino (adrenal-cortical, somatotrópico, tireóide e pituitária posterior) com a produção de vários hormônios que estimulam o órgão alvo.

§  Falha dos mecanismos de adaptação;

§  Exaurem os instrumentos do organismo que o fazem retornar à fase de alarme, fase de homeostase;

§  Persistindo o estímulo estressor potente, o caminho é a doença grave, lesão grave ou morte.

Quando o Estresse evolui para a fase de Exaustão surgem diversos e variados sintomas e sinais que alertam a pessoa e o médico, tais como:

* Perda de concentração mental, esquecimento

* Fadiga fácil, fraqueza, mal-estar, esgotamento físico, apatia, falta de motivação

* Instabilidade, falta de controle, agressividade, tendência a discussões

* Depressão, angústia

* Palpitações cardíacas

* Suores frios, tonturas, vertigens

* Dores generalizadas

* Queixas físicas sem constatação médica

* Respiração alterada, ofegante e curta

* Extremidades (mãos e pés) frias e suadas

* Musculatura tensa e dolorida

* Indigestão, Gastrite, mudança de apetite

* Indigestão

* Dermatoses, alergias, queda de cabelo

* Tiques nervosos

* Isolamento, vontade de ficar sozinho, introspecção

* Alterações do sono, insônia

* Abuso de substâncias.

 

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