- Ano II - nº 3(15) - Março de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

REIKI - Angela Dumans e Mello Costeira

Um festival de lembranças.

Ano passado, nesta mesma época, nos despedimos do nosso professor Edmar Albuquerque, Mestre da Fraternidade Reiki, que no dia 15 de fevereiro de 2007 “voltou para casa”. Hoje, o homenageamos através da música, na forma mais alegre que nos acostumamos a conviver.

“Só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”

Era o que se lia nos cartões de visita, o que se ouvia no meio das palestras, o que falava com certa urgência nas consultas, nas cerimônias, nas andanças.

Na época, o refrão nos recordava a música dos Titãs e não nos cabia grandes reflexões ou análise; nos parecia mais uma referência musical do que um apelo emergencial.

Mais uma vez, Edmar, seu ensinamento nos trazia a importância do não adiamento de tantos objetivos e metas, onde o verbo “postergar” era usado e pesquisado com afinco. Nos intervalos, entoávamos “devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se por ... devia ter me importado menos com problemas pequenos ... devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer, queria ter aceitado as pessoas como elas são”.

Você nos sugeria o direcionamento correto, sem que fosse preciso gastar nossos pés andarilhos e errantes em busca de atalhos e trilhas, nos desviando do verdadeiro caminho. A relevância do “agora”, hoje em dia tão evidenciada em filmes, best sellers, workshops, conferências e etapas de treinamento, já se traduziria em lema de alguém que, com certeza, sabia que o seu tempo corria, numa contagem regressiva acelerada e fugidia.

Era para frente que olhava, enxergando o que não víamos; por isso nos empurrava, nos levando pela mão, pelo braço, pelo ombro – e com direito a colo, nas nossas atitudes infantis e ingênuas. Muito nos ensinou, a muitos encaminhou.

Com seu laço de afeto de pai, irmão e professor, nos alcançava com a corda da generosidade e abrigo. Era o amor incondicional manifestado. Sentíamos felizes e acolhidos ao seu redor, onde a luz da proteção, o elo da verdade e o aconchego do perdão se faziam presentes nos encontros das aulas, das refeições, dos passeios.

Estudávamos, comíamos, cantávamos e ríamos como moleques soltos na hora do recreio; festejávamos a vida, no seu dia, na sua hora. Era esse o nosso AGORA que você tanto enaltecia. Aprendíamos a soltar as amarras do passado e os inúmeros planejamentos para o futuro. Parece-nos ouví-lo afirmar: “ A vida é agora”.

Estamos aprendendo, tenha a certeza, ora pela dor, ora pelo amor. E é assim que o homenageamos, Edmar, nesse tempo de distanciamento físico, com a música que se tornou o hino da nossa amizade: “ Amigo é coisa prá se guardar, no lado esquerdo do peito ... mas quem cantava, chorou, ao ver seu amigo partir ... o que importa é ouvir a voz que vem do coração ... qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar...

A vida continua. E como dizia Cora Coralina: “ Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. É o que estamos tentando fazer.

Daí Koo Myo. Dai Koo Myo. Daí Koo Myo.

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