- Ano II - nº 3(15) - Março de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

SHANTALA - Rosemeri Silva da Costa

Massagem Ayurvédica para bebês ou massagem de Shantala.

Da mesma forma que o ser humano se prepara para vir ao mundo, prepara-se a terra para se plantar um “grão”. Deve-se preparar a terra com todos os nutrientes e cuidados necessários para que esse “grão” transforme-se em uma bela e grande árvore. Observando-se as fases lunares, a alimentação (adubação), cuidados e carinhos favorecem o germinar do “grão”. Preparar o corpo é como preparar o solo, para fertilizá-lo, nutri-lo, de forma saudável.

Na visão Ayurvédica, para germinar corretamente este “grão é indicado uma fase lunar propícia para a fecundação ou germinação do “grão”; aguardando o ciclo de nove luas, a grande fonte geradora que é a “Mãe” (Ma ou Brahmamâ ou Mahadevi) conduz o pequeno “grão” do período de casulo, confortável e equilibrador, para que o “grão” torne-se semente, a semente germinada, de onde surge o pequeno ser.

Todo este processo é necessário para o equilíbrio ou não desarmonia do ser em processo de germinação, para que no nascimento esteja intimamente ligado ao seu Dosha, termo que no Ayurveda traduz-se por humor biológico, característica principal ou marca dos desequilíbrios corporais.

Após o nascimento, a fonte geradora ou mãe deve ter uma alimentação saudável para suprir ao “grão” todos os componentes necessários ao bom desenvolvimento motor ou corporal, psíquico e mental, o que podemos chamar de “amamentação”.

O equilíbrio psíquico do corte do cordão umbilical se faz presente, e é necessária uma “restauração” de ambos os seres com a manipulação (ou massagem) da fonte geradora, a mãe, e do pequeno ser agora já “individualizado”.

Para a mãe são usados óleos vegetais, óleos essenciais, chás, banhos, alimentação compatíveis com o seu dosha específico.

A massagem “Shantala” ou massagem Ayurvédica em bebês, não visa apenas reforçar elos maternais e paternais, mas sim facilitar uma forma saudável e segura da sua aceitação e aprendizagem sobre as sensações depois do nascimento. A estimulação da sensibilidade do bebê está vinculada a toda sua saúde.

É provado cientificamente que bebês em estado grave, como os internados em UTI, massageados por seus pais, conseguem revigorar seus corpos, seus órgãos, seus canais de energia e suas almas, e eles resistem e sobrevivem às doenças, tornando-se saudáveis, seguros e desenvolvidos.

A massagem Ayurvédica para bebês ou “Shantala” é a forma com que a mãe suaviza a percepção do bebê fora do “Templo Sagrado” onde foi gerado, é a maneira de fazer com que se estabeleça, firmemente, entre ela e o bebê a mesma relação de confiança e nutrição que existia dentro do ventre.

É a forma do bebê sentir que, do lado de fora, está sendo suprido e mantido pela mesma energia que o supriu e o manteve durante os nove meses iniciais de sua existência.

É bom ressaltar que “Shantala” é um nome próprio feminino, hindu, e não uma técnica, na qual o Dr. Frédérick Leboyer utilizou-se do nome para “batizar” a técnica Ayurvédica de massagem para bebês.

A técnica de massagem Ayurvédica para bebês consiste em uma intensa transferência de amor da mãe para o filho, por meio de leves toques e doces manipulações.

Na pretensão de se obter bons resultados com a massagem de Shantala, devem ser seguidas algumas regras básicas para o seu bom funcionamento, e evitar efeitos desagradáveis devido, especialmente, à fragilidade do bebê nos seus primeiros meses de vida.

A massagem deve seguir uma constância, evitando-se manipulações eventuais ou esporádicas, pois a falta de seqüência não suprirá as necessidades energéticas da criança e ainda poderá prejudicar os tecidos do seu corpo, que estão em processo de consolidação nos primeiros anos de vida.

Como a massagem de Shantala é basicamente uma interação entre mãe e filho, deve ser aplicada desde as primeiras semanas do nascimento do bebê. A massagem age sobre a energia sutil, regulando todos os processos vitais, de forma a influenciar a mente e as emoções sobre o corpo e as doenças.

Existe um roteiro a ser seguido durante o procedimento da massagem de Shantala, que deve ser observado e seguido, como o toque a ser dado pela mãe, e a duração e roteiro (seguimento, seqüência ) destes toques.

Os pontos de aplicação da massagem devem ser seguidos através da cabeça, peito, barriga, costas, braços e mãos, pernas e pés, formando um roteiro geral completo para massagear o corpo e sua manutenção.

Após a massagem, a criança deverá receber um banho, nem quente e nem frio, com uma temperatura agradável, para que realize todo o relaxamento e aproveitamento da mesma.

Observa-se uma necessidade maior da massagem de Shantala em bebês nascidos de partos programados (cesarianas), induzidos, prematuros, pois estes desequilibram o dosha já estabelecidos na fecundação, interrompendo o ciclo do amadurecimento orgânico e dos processos metabólicos.

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