- Ano IV - nº 4(32) - Março de 2010.                                                             Direção: Osiris Costeira

TERAPIA DO SOM - Marcela Ibarra - marcel.ibarra@hotmail.com

A Terapia do Som e os Sons Ancestrais

O princípio da ressonância se aplica tanto aos instrumentos musicais quanto ao corpo humano. Quando as ondas sonoras penetram no corpo são produzidas, por sintonia, vibrações das células vivas, propiciando a restauração e o reforço do estado de saúde e principalmente de bem estar. E isso se deve à grande quantidade de água encontrada nos tecidos corporais que permite e facilita a propagação do som, sendo o seu efeito de modo geral comparável a uma profunda “massagem” em nível atômico e molecular.

Desta maneira, o corpo humano se assemelha a um instrumento musical, extremamente complexo, único e delicadamente afinado. Cada átomo, cada molécula, cada célula, cada tecido, cada órgão emite, continuamente, as frequências da vida física, emocional, mental e espiritual. 

O corpo humano é uma entidade viva de vibrações com diferentes amplitudes de onda. Um órgão saudável vibra com sua própria frequência, que estará alterada em um órgão adoecido. As Tigelas Tibetanas, por exemplo, recriam a frequência harmônica original, e estimulam o corpo para que descubra, novamente, sua própria frequência, para quando atingir a sincronização possa vibrar independentemente, devidamente afinado.   

O som é parte integrante de nossas vidas. Os seres humanos têm se utilizado do som desde tempos remotos para obter informações sobre o mundo que os rodeia e para se comunicar entre si. Em certas formas terapêuticas do som o terapeuta pode se utilizar de algum instrumento ancestral, como os instrumentos de percussão, os tambores, por exemplo, que produzem música por impacto e simboliza a vitalidade rítmica.

O som do tambor é como se fora o som dos batimentos do coração. Ele repercute dentro, e exteriorizar este som para fora do tambor é exteriorizar, da mesma forma, nossa emoção e a conexão com a terra. E tocar o tambor em grupo oferece uma sensação de união, de brinde ao grupo. Ele serve de “gatilho” para a liberação da expressão emocional, e o uso adequado de seus ritmos propicia o movimento físico, emocional e mental, permitindo recuperar e melhorar a mobilidade, a agilidade e, principalmente, a liberdade.  E, submergindo totalmente aos ritmos, poderão ser liberados os sentimentos profundos e instintivos conectando com o inconsciente, substituindo a inércia e as restrições pelo equilíbrio e a confiança.

Outro instrumento usado pelos nossos antepassados foram os “chascas”, no linguajar hispano-americano e sem tradução ao português, que consiste em uma pulseira, a guisa de chocalho, feita de unhas dissecadas de cabras ou lhamas andinas e presas por um cordão resistente. Em regiões aonde não existe esses animais se utilizavam sementes que oferecem um som parecido. O seu uso é difundido, desde muitos anos, da Argentina até o México, por toda a América espanhola.

Os paus de água ou paus de chuva também são instrumentos usados há muito tempo. É um tubo longo e oco, tendo em seu interior pequeninos pedaços de pau (bambu ou madeira) cravados na parede e que se estende em caracol ao longo de todo o tubo. No interior, então, são colocadas pedras pequeninas ou sementes. Ao se virar o tubo para todos os lados, delicadamente, é criado o som da água, som este, extremamente relaxante.

O terapeuta do som também pode se utilizar de sinos e gongos. Em algumas cerimônias é usado o repique dos sinos para reunir os pensamentos dispersos das pessoas e retornar a chamar a consciência ao centro de seu momento.  Desta maneira, também, são purificados os ambientes de energias negativas.

Na terapia com as tigelas podem ser usadas as pequenas, com 7 a 15 cm de diâmetro, que emitem um som muito intenso e agudo, o que permite drenar com rapidez e facilidade os possíveis nós e bloqueios energéticos que se pode acumular, e fomentam a conexão com as energias espirituais, além da conexão com nosso Eu Superior. Quanto às tigelas grandes, com o dobro de capacidade, o seu som as vincula com o chakra da terra, estimulando os chakras dos pés para que estejamos centrados sobre a terra no momento presente, AQUI e AGORA. Por outro lado, o seu som tem a capacidade de equilibrar e harmonizar o sistema energético de doze chakras.

A experiência maior com o som é chegar até o seu íntimo, em uma viagem ao encontro da harmonia plena. Um coração e uma mente abertos representam os sinais sutis do mensageiro que o leva até o seu interior. Boa viagem.

Para um melhor entendimento dos instrumentos sonoros terapêuticos, sugerimos ver/ouvir o que nos oferecem os sites abaixo, em termos de imagem e som.

 

 

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