- Ano II - nº 5(17) - Maio de 2008.                                                                     Direção: Osiris Costeira

MEDICINA VIBRACIONAL - Osiris Costeira.

A medicina do século XXI - 2ª Parte (Final).

O componente espiritual introduzido ao conhecimento do ser humano redesenhou a sua arquitetura anátomo-fisiológica sutil, em que o homem passou a ser composto de matéria e espírito; a matéria de corpo e mente, e a mente de emocional e racional. Com esta visão – já antevista há milênios por Hipócrates – o ser humano simboliza um todo, único e indivisível, materializado através de um corpo físico formado por células que se agrupam, predestinadamente, em tecidos, e esses em órgãos, componentes dos aparelhos e sistemas. E nessa orquestra, o condutor é a energia vital.

A partir deste novo paradigma, o Paradigma Holístico da Medicina Vibracional, oriundo do próprio Paradigma Einsteiniano, a idéia de saúde e de doença se modificam ao entendermos que não é o corpo físico que adoece na realidade, e sim o nosso interno, ou a nossa essência, em desequilíbrio energético, desequilíbrio este que, materializado no corpo físico, denomina-se doença. É através desta doença física que tomamos conhecimento que o nosso interno “precisa” de ajuda. Se não fosse a doença, talvez não soubéssemos.

Edward Bach (1886-1936), o grande médico inglês criador dos Florais como uma forma de medicação energética, no mesmo patamar de visão da homeopatia de Samuel Hahnemann (1755-1843), legou à humanidade não apenas a sua terapêutica mas, também, o embasamento espiritualista do seu pensamento, que dá forma aos princípios filosóficos da Medicina Vibracional. Para ele, a razão principal do fracasso da medicina que se pratica ainda hoje está no fato de ela se ocupar dos efeitos e não das causas, em sendo a real natureza da doença encoberta pela capa de materialismo. Conseqüentemente, a doença nunca será curada nem erradicada pelos métodos materialistas pelo simples fato de que, em suas origens, ela não é material. E o novo paradigma, não-newtoniano, toma forma e conteúdo tentando organizar o “novo” ser humano, muito maior em seu todo e muito mais importante em sua participação cósmica, feito a Sua imagem e semelhança.

A Medicina Vibracional, ao nosso ver e pelos aspectos acima expostos, torna-se o novo paradigma holístico da medicina no século que se inicia, em que o “arsenal terapêutico” se mostra dimensionado em uma grandeza que abrange não só moléculas mas, fundamentalmente, energia. Nela, chakras (centros de força através dos quais recebemos, transmitimos e processamos energia) e meridianos (canais invisíveis por onde flui a energia ou força vital, que impulsionam todas as células do corpo) passam a representar os seus papéis verdadeiros na anatomia sutil, descrita há milênios por chineses e indianos.

Um dos documentos mais interessantes que marcam este novo padrão ou paradigma na medicina é um livro editado em 1983, citado por Richard GERBER chamado “Flower essences and vibrational healing” (“Essências florais e cura vibracional”) de Gurudas, psicografado mediunicamente por Kevin Ryerson, um notável médium na área das informações técnicas de natureza psíquica, em 1980 na cidade de São Francisco, EUA. Nele, o autor descreve a “farmacocinética” de essências florais, medicamentos homeopáticos e elixires de pedras preciosas através dos sistemas anatômicos clássicos e pelos chakras/meridianos, mostrando “farmacologicamente” o seu caminho terapêutico, em que os padrões energéticos das essências florais dão origem a interações terapêuticas entre o corpo físico e o corpo etéreo e os veículos de freqüências superiores.

Com a fantástica descrição de Guruda aprende-se que quando ingeridas as essências, ou usadas como ungüento, percorrem um caminho específico através dos corpos físico e sutil. Inicialmente, elas passam pela corrente sangüínea. Em seguida, o medicamento deposita-se a meio caminho entre os sistemas nervoso e circulatório. Neste ponto, a polaridade entre os dois sistemas gera uma corrente eletromagnética. Existe na verdade uma estreita ligação entre esses dois sistemas e a força vital e a consciência, ligação esta que a atual ciência ainda não compreende. A força vital atua mais através do sangue, enquanto a consciência atua através do cérebro e do sistema nervoso. Esses dois sistemas apresentam, na descrição de Guruda, propriedades quartziformes e uma corrente eletromagnética. As células do sangue, especialmente os leucócitos e as hemácias, apresentam propriedades quartziformes mais destacadas, enquanto o sistema nervoso apresenta uma corrente magnética mais intensa. A força vital e a consciência utilizam estas propriedades para penetrar no corpo físico e estimulá-lo.

A partir da metade do caminho entre os sistemas nervoso e circulatório, o medicamento desloca-se diretamente para os meridianos. Saindo dos meridianos, a força vital penetra nos diversos corpos sutis e chakras, ou retorna diretamente para o corpo físico, em nível celular, através de vários portais situados a meio caminho entre os sistemas nervoso e circulatório. Seu percurso é determinado pelo tipo de medicamento e pelo temperamento da pessoa.

Determinadas partes do corpo físico atuam como portais para as forças vitais de um medicamento vibracional apenas porque estão associados a diferentes chakras ou meridianos. Depois de atravessar um dos portais, a força vital passa a meio caminho entre os sistemas nervoso e circulatório, antes de atingir o nível celular e as áreas desequilibradas do corpo físico. Embora todo esse processo aconteça de forma instantânea, Guruda nos lembra que geralmente leva algum tempo para que se possa sentir os resultados.

A partir do momento em que a doença passa a representar um adoecimento do seu Eu interno, por que determinada pessoa tem uma insuficiência pulmonar e outra apresenta um distúrbio gástrico? Se as doenças representam, tão somente, uma sintomatologia desse desequilíbrio interno, o direcionamento físico dos sintomas tem a sua significação não apenas simbólica, mas indicativa das origens do próprio adoecimento do Eu interno.

Ao se imaginar o corpo humano como a materialização de nosso espírito, este corpo terá uma sintonia íntima com o espírito que o acompanha. Desta maneira, cada segmento anatômico representará uma figura em espelho do seu interno, que reagirá diferentemente, cada segmento à sua maneira, em face de cada razão de adoecimento. Nasce, assim, mais um instrumental do novo Paradigma Holístico da Medicina Vibracional, a leitura corporal.

Dos exemplos acima, a insuficiência pulmonar direciona a visão para um indivíduo com dificuldades de inter-relacionamento, visto que o pulmão e o seu componente principal, o ar, é a maneira mais simples de o indivíduo compartilhar a sua vida com os seus semelhantes. Diz-se que o ar é o mais democrático dos componentes da vida, pois o ar que expiramos será compartilhado com o inspirado pelos outros, e assim por diante, criando entre os seres uma interdependência pelo ar inspirado/expirado. Esta interdependência simboliza o inter-relacionamento que mantemos com as pessoas e com a própria vida. As dificuldades deste relacionamento se manifestam, diretivamente, para as dificuldades respiratórias; ou seja, o mecanismo de inspirar/expirar o ar não desejoso de ser compartilhado.

A leitura corporal é um outro ângulo de visão do novo homem, em seu todo, que colabora na criação de um novo modelo de medicina holística, em decorrência do modelo einsteiniano. O Paradigma Holístico da Medicina Vibracional começa a ser construído com bases sólidas e inteligentes visando a melhoria do ser humano em seu contexto de bem estar físico, psíquico, social e espiritual. Isto não implica no abandono dos progressos da medicina física por excelência, visto que, ao ser lesado, o corpo físico necessita ser reconstruído para que, reconhecida as causas internas e reequilibradas, a lesão não mais se repita.

No Paradigma Holístico da Medicina Vibracional focaliza-se o indivíduo, conseqüentemente o paciente, como um todo a ser tratado, tanto de seu corpo físico quanto de sua estrutura espiritual, anímica, na busca pelo equilíbrio e integração plena no Cosmos. Assim, poder-se-á ajudar a espécie humana a desempenhar da melhor maneira possível a sua experiência reencarnatória – que ele desejou e necessitava - e poder evoluir a tal ponto que um dia – quem sabe? – não mais necessitará de corpo físico, muito menos de medicina.

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