- Ano II - nº 7(19) - Julho/Agosto de 2008.                                                              Direção: Osiris Costeira

MEDICINA VIBRACIONAL - Osiris Costeira.

CENTROS DE FORÇA: OS CHAKRAS.

Os chakras (chakra, palavra que vem do sânscrito e significa “roda”, “estrutura energética” ou “centro de força”), situados no Corpo Etérico, são pontos de entrada e saída de energia no corpo físico dos seres vivos. Segundo as antigas escolas orientais, e divulgado por inúmeros autores como Barbara Ann BRENNAN, em seu clássico “Mãos de Luz. Um guia para a cura através do campo de energia humana” (Editora Pensamento, São Paulo, 1993), eles são mais de 88.000 no corpo humano, e encontram-se interligados através de vários canais denominados meridianos, sendo, contudo, considerados de importância apenas quarenta chakras. Desses, sete são de grande referência no processo terapêutico energético. A regulação do fluxo energético vital se dá obedecendo a uma mecânica vibratória dos chakras, que repassam a energia aos meridianos, que por sua vez a direcionam às glândulas e aos órgãos físicos.

O Primeiro Chakra, denominado chakra raiz, básico ou muladhara, ligado à tradição espiritual do Hinduismo, é responsável tanto pela adaptação da energia e da vitalidade à forma humana, quanto pela adaptação da forma física ao planeta Terra. Localiza-se na área perineal, corresponde às glândulas supra-renais e se relaciona com as vértebras coccígenas. Vibra a cor vermelho carmesin, necessita da força energética de 4 nadhis para o desenvolvimento de suas funções e, no plano orgânico, se associa ao intestino grosso e aos rins. O elemento que ativa e movimenta suas funções é a terra, que possibilita a experiência de contato através dos pés com o solo, o desenvolvimento da postura bípede e o caminhar seguro, conduzindo o corpo pela própria vida. Sua nota musical de vibração é o dó, e o seu dia da semana é o sábado. O seu desequilíbrio acarreta a geração de insegurança, violência, raiva e egocentrismo.

O Segundo Chakra, denominado chakra sexual ou svadhisthara, ligado à tradição espiritual do Taoismo, é o responsável pela organização da saúde. Associa a saúde à experiência de prazer, e a vitalidade à capacidade de trabalho, sem que haja desgaste ou cansaço. Corresponde às glândulas sexuais ou gônadas, situa-se na área pubiana na altura da 4ª vértebra sacral (S4) e, no plano orgânico, associa-se aos órgãos genitais. Vibra a cor laranja e necessita, para desenvolver as suas funções, da força energética de 6 nadhis. Sua nota musical de vibração é o ré, e o seu dia da semana é a sexta-feira. O elemento que o ativa é a água, que estimula no indivíduo o contato com a experiência intra-uterina, permite o acesso aos conteúdos da memória celular e favorece o desejo de continuidade daquela experiência através da reprodução. Quando em desequilíbrio provoca exageros com comidas e sexo, dificuldades sexuais, confusão, falta de objetivos, ciúmes, inveja, possessividade e impotência.

O Terceiro Chakra, denominado chakra do plexo solar ou manipura, ligado à tradição espiritual do Islamismo, estimula a consciência de integridade do Eu e a percepção e o desenvolvimento dos sentimentos de unicidade e singularidade. Situado logo acima do umbigo, à altura da 4ª vértebra lombar (L4), tem o pâncreas como sua glândula de correspondência e associa-se, no plano orgânico, ao fígado e ao baço. Irradia a cor amarela e necessita da potência de 10 nadhis para o desenvolvimento de suas funções. O fogo é o seu elemento de ativação e estimula, no indivíduo, a experiência do autoconhecimento, da autonomia e do desejo de se mostrar e de se expressar. Sua nota musical de vibração é o mi, e o seu dia da semana é a quinta-feira. Em desequilíbrio gera ganância, necessidade exagerada de poder e reconhecimento, raiva, medo e ódio.

O Quarto Chakra, denominado chakra cardíaco ou anahata, ligado à tradição espiritual do Cristianismo, movimenta os impulsos relacionados ao sentimento de amor. De início, o afeto e o amor por si mesmo, que se direciona à aceitação da própria identidade e, posteriormente, a aceitação, o afeto e o amor que podem ser dirigidos ao outro. Localiza-se no tórax, à altura da 6ª vertebra torácica (T6) e à esquerda do osso esterno, na região do coração. A glândula que traduz suas vibrações é o timo, e suas funções se associam às funções orgânicas do coração e dos pulmões. Vibra a cor verde, bem como a cor rosa, e necessita da força de 12 nadhis para desenvolver os seus processos. Seu elemento é o ar, que estimula o desejo e o movimento de troca, a expressão das emoções e dos afetos e a permissão à experiência de se fazer inteiro na relação com o externo, e de o aceitar, também por inteiro, dentro de si. Sua nota musical é o fá e o seu dia da semana é a quarta-feira. Em desequilíbrio gera inafetividade, desamor e sentimento de solidão.

O Quinto Chakra, denominado de chakra laríngeo, da garganta ou vishuddha, ligado à tradição espiritual do Judaismo, associa as várias formas de expressão e comunicação ao desejo de renovação e à experiência de sutilização da criatividade e da sexualidade. Evolui as funções do Segundo Chakra. Localiza-se na face anterior do pescoço, à altura da 4ª vértebra cervical (C4), tendo correspondência com a glândula tiróide; irradia a cor azul celeste e necessita da força energética de 16 nadhis para desenvolvimento das suas funções. O elemento relacionado ao Quinto Chakra é o éter, plano vibracional que permite o trânsito das ondas sonoras. Seus impulsos favorecem o ouvir e o falar de si mesmo, e a experiência de expressão e materialização daquilo que é próprio e verdadeiro na identidade e na individualidade. Sua nota musical é o sol e o dia da semana é a terça-feira. O seu desequilíbrio gera dificuldades de comunicação de um modo geral, principalmente quanto à fala.

O Sexto Chakra, denominado chakra frontal ou ajna, ligado à tradição espiritual do Confucionismo, localiza-se na glabela - entre as sobrancelhas - na região a que se atribui a presença do 3º olho. Amplia o processo de compreensão de si mesmo e do mundo; desenvolve a intuição, a telepatia e a inteligência; faz a integração entre o mundo interno e o externo e associa e integra a razão e a emoção. Sua glândula de correspondência é a hipófise (pituitária). Vibra a cor azul índigo e necessita, para desenvolver as suas funções, da potência de 98 nadhis. A sua nota musical é o lá, e o dia da semana é segunda-feira. O seu desequilíbrio gera a desintegração com o mundo, a ruptura do racional interno com a realidade externa.

O Sétimo Chakra, denominado de chakra coronário, centro da espiritualidade ou sahasrara, ligado à tradição espiritual do Budismo, é quem estimula a evolução e a ampliação dos níveis de consciência e ativa o desejo de contato consciente e experiente com as vibrações do plano espiritual. É ele que, através da ação presente, propicia a transmutação e a transcendência da matéria. Situa-se no topo da cabeça, irradia a cor violeta e desenvolve as suas funções a partir da força energética de 1000 nadhis. Traduz suas vibrações através da glândula pineal (epífise), a responsável pela incorporação do metabolismo da luz. Estimula o indivíduo à posse de todo o conhecimento que lhe é transmitido através do sentir e ao uso dos recursos oriundos do contato com o Divino, e materializados para o desenvolvimento de uma vida progressivamente melhor, mais prazerosa e plena. Sua nota musical é o si, e o dia da semana é o domingo. O seu desequilíbrio gera uma grande confusão entre a materialidade e a não-materialidade, com o afastamento da sua ligação com a sua manifestação espiritual.

Todos os Chakras vibram e trabalham ao mesmo tempo processando os diversos níveis dos sentimentos e impulsos. As funções se superpõem, penetram-se e evoluem mutuamente, permitindo entender que a vibração de um Chakra se desenvolve também nas funções dos outros Chakras.

A função dos Chakras superiores está também registrada nos Chakras inferiores, e é necessário que estes sejam ativados para que os superiores possam exercer satisfatoriamente suas funções. Há hierarquia e especificidade de funções, mas não há predomínio ou distinção de valor na tarefa realizada. Os Chakras superiores processam o conhecimento e mobilizam o conhecimento concreto nos Chakras inferiores; mobilizados no conhecimento do plano concreto, eles reativam o desejo de mais conhecer e acessar os níveis sutis do conhecimento.

Todos os Chakras processam, de forma basal ou sensorial, o objetivo comum de aproveitar ao máximo a vida na matéria, de bem viver a forma física, como instrumento de aprendizado e conhecimento da energia.

A experiência através da matéria é que possibilita desenvolver e qualificar a energia. É viver o sutil nos contatos afetivos e racionais, ou enquanto se come, dorme, ganha dinheiro ou se explica o movimento dos astros, seja numa Igreja Cristã, num Templo Budista ou num Terreiro de Umbanda.

Não se conquista a evolução quando a escolha é por afastar-se do corpo e do cotidiano, quando se escolhe apenas, e tão somente, o caminho da introspecção, da contemplação e da oração, nas várias formas de contato que criamos para acessar a Grande Força. O Grande Pai.

A finitude do ser humano não está na morte, e o corpo material nada mais é do que uma simples capa, frágil e absolutamente mortal - mas em constante desenvolvimento e em busca de Iluminação - de uma partícula cósmica superior. Divina. Esta, sim, absolutamente imortal.

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