- Ano V - nº 3 (43) - Fevereiro de 2011.                                                     Direção: Osiris Costeira

TERAPIA DE VIDAS PASSADAS 

Abigail Caraciki

Terapia de Vidas Passadas - III Outras Considerações e Casos Clínicos

 

A teoria de vidas sucessivas já reuniu evidências significativas e fartamente documentadas por membros da comunidade científica há pelo menos um século. Sua admissão, como hipótese de trabalho, para pesquisadores e terapeutas, não parece mais caso de uma adesão a priori aos postulados existenciais que ela implica: já se trata, agora, de mera distinção entre atualização ou desinformação, dentro das conquistas irrecorríveis do acervo científico.

O que precisamos, agora, é o aprofundamento corajoso do terreno experimental, em que pesquisadores não relutem em assumir com clareza as possíveis implicações que a ocorrência de certos fenômenos – como a Regressão – traz para o contexto do conhecimento estruturado.

Por esse motivo deve ser praticada por profissionais qualificados, bem orientados e equilibrados. É indispensável que tenha o treinamento teórico-prático para que possa estar realmente habilitado e saber, corretamente, trabalhar com esses “estados específicos da consciência”, conhecendo as indicações e limitações desta técnica, informados dos pressupostos em que ela está alicerçada.

Não há necessidade de o terapeuta utilizar sugestões de tempo, época ou acontecimentos, mas deve recorrer ao inconsciente dos pacientes que, espontaneamente, de forma gradativa, vem a emergir.

A Terapia de Vidas Passadas não é aplicada, em hipótese alguma, apenas para satisfazer curiosidades fúteis e pessoais, desejos caprichosos de descobrir como foram suas vidas anteriores (as vidas de seu espírito), ou confirmar o que pensam que foi através de vários estudos de sua vida atual.

O tratamento só deve ser iniciado quando, realmente, o paciente deseja submeter-se à técnica, comprometendo-se em não interromper a terapia, pois a desistência na vigência do processo terapêutico pode lhe ser prejudicial resultando a persistência dos sintomas, e até possível agravamento dos mesmos, pois foram manipulados conteúdos emocionais traumáticos reprimidos, cujo tratamento deve ser concluído adequadamente.

O tratamento deve deixar bem claro ao paciente que esta terapia não é um tratamento espírita, e não tem abordagem religiosa. É um recurso terapêutico a mais com que o profissional pode contar para avaliar e resolver problemas a nível de consultório, obedecendo aos princípios de respeito e ética profissional, auxiliando o paciente a desencadear a vivência de episódios traumáticos que se achavam bloqueados; compreender racionalmente a causa de problemas da vida atual; tomar decisões firmes e seguras de empenhar-se pela transformação de seu modelo de vida, reprogramando-se; dinamizar a sua autoconfiança; potencializar a sua vontade de vencer as dificuldades e ultrapassar os possíveis obstáculos.

As mudanças para serem duradoras devem ser pensadas, refletidas e conscientizadas. O paciente deve ser considerado como um todo durante o tratamento regressivo. A Regressão não é o único instrumento terapêutico, devendo-se levar em conta as diferentes variantes que interferem nos problemas do paciente, que devem ser abordadas e trabalhadas.

Para isso pode ser utilizada a complementação de outras técnicas, inclusive a terapia suportiva, durante a sua ação transformadora de reprogramação para sua mudança pessoal, e com sugestões diretas, definições de objetivo, análise das situações familiares e ambientais.

Na terapia de suporte pode-se incluir, com proveitosos resultados, a utilização de CD com programação positiva para o fortalecimento do Ego, técnicas de relaxamento e outros.

As razões que levam uma pessoa a procurar este tipo de terapia geralmente é porque já teve experiência com outras terapias, e sem sucesso. A principal procura vem sempre de problemas que não são resolvidos durante a sua busca de bem-estar, e pode-se ter casos de dores sem causa física, pois pesquisas feitas dão “tudo bem”, sem problemas de “doença”. Chega o momento de se saber o porquê. Se não há causa física, aí aparece a necessidade de se conhecer para descobrir a razão do desconforto que sente.

Um caso que pode ser relatado é o de uma senhora que durante quinze anos vivia com dor de cabeça. Todos os exames feitos deram negativos, e o médico neurologista solicitou uma avaliação cerebral através de uma tomografia computadorizada. Esta pessoa não conseguiu fazer por apresentar claustrofobia na hora do exame.

Ela me foi encaminhada para resolver o problema da claustrofobia. Durante a sessão, ao se relaxar “visualizou” um lugar onde ela se encontrava encostada a um muro que veio a cair sobre sua cabeça, ficando semi-soterrada. O susto foi grande, mas tratamos de trazê-la de volta logo após o devido trabalho de reconhecimento da situação, dando-lhe toda segurança da sua “volta”.

Pasmem: ao abrir os olhos a senhora apertava a cabeça para ter certeza de que a dor de cabeça havia desaparecido. Encerrada a sessão procuramos analisar, juntas, a situação onde houve a aceitação de que a dor de cabeça, realmente, havia desaparecido.

Claro que seguimos com o tratamento de outros problemas que precisavam ser esclarecidos, como a claustrofobia, mas a dor de cabeça de 15 anos não mais a atormentou, e ela me “presenteou”, de forma agradecida, com todos os remédios que trazia em uma sacola, em sua bolsa.  Este é um dos casos atendidos que trouxe de volta a alegria de viver desta senhora.

Raramente você se defrontará com uma sensação de angústia excessiva numa Regressão. Esqueça as cenas dramáticas vistas nos filmes, pois elas nada têm a ver com o que acontece na vida real. Ninguém se mantém ao passado, a vidas anteriores. Todos voltam ao presente, pois se trata de um exercício de recordação.

Um outro caso, este de Aracaju: desde menina observou que uma de suas pernas era mais curta, e por isso fazia fisioterapia para melhorar seu andar. Quando a encontrei, levada pela filha, ela usava um calço em um dos sapatos. Durante a terapia ela se encontrava em um buraco onde cobras se enrolavam em uma perna menor.  Ao voltar da cena sentiu uma diferença nas pernas e, segundo ela mesma declarou, estava sentindo as duas pernas equilibradas.

Para que possamos seguir fazendo este trabalho é necessário que tenhamos convicção absoluta que será sempre usada para dar ao paciente uma vida melhor e feliz.

 

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