- Ano I - nº 7 - Junho de 2007.                                                                              Direção: Osiris Costeira

YOGA - Sri Ananda Deha.

Asanas e Pranayamas.

Namastê!! Como havíamos combinado, neste e nos próximos artigos iremos conhecer melhor duas das oito etapas da Ashtanga Yoga de Patañjali, os Asanas e os Pranayamas. Começarei com a arte dos Asanas, pois de acordo com o grande mestre iogue B. K. S. Iyengar “... o treinamento do Pranayama exige o domínio dos Asanas, assim como a força e a disciplina derivadas deles.”

Sem alicerces firmes, uma casa não pode ficar de pé. Sem a prática dos princípios de Yama e Niyama, que proporcionam firmes alicerces para a edificação do caráter, não pode haver uma personalidade integrada. A prática dos Asanas sem o suporte de Yama e Niyama (falado anteriormente) é mera acrobacia (B. K. S. Iyengar). Para esse mestre iogue, as qualidades exigidas de um aspirante são: disciplina, fé, tenacidade e perseverança para praticar o Yoga regularmente, sem interrupções.

Os Asanas são a terceira etapa da Ashtanga Yoga. A prática dos Asanas ou posturas traz estabilidade, saúde e leveza ao corpo. Além disso, uma postura estável e agradável produz o equilíbrio mental e evita a dispersão. Pela sua prática desenvolvem-se a agilidade, o equilíbrio, a resistência e uma grande vitalidade. Garantem um físico harmonioso, forte e elástico, sem tornar o corpo musculoso, mantendo-o livre de doenças. Reduzem a fadiga e acalmam os nervos. Mas sua real importância está na maneira pela qual treinam e disciplinam a mente. O iogue conquista o corpo pela prática dos Asanas, tornando-o um veículo adequado para ao espírito. Ele sabe que o corpo é um veículo necessário para o espírito. “Uma alma sem um corpo é como um pássaro sem seu poder de voar” (B. K. S. Iyengar).

Executando os Asanas, o iogue primeiro ganha saúde, que não é a simples existência. A saúde não é uma mercadoria que possa ser comprada com dinheiro. É um atributo a ser conquistado com árduo trabalho. É um estado de completo equilíbrio do corpo, da mente e do espírito. O iogue liberta-se das deficiências físicas e das distrações mentais pela prática dos Asanas. Ele sente que negligenciar ou negar as necessidades do corpo e pensar nele como algo não divino é negligenciar e negar a Vida Universal da qual ele faz parte. Para ele, o corpo não é um obstáculo para sua libertação espiritual, nem a causa de sua queda, mas um instrumento de aperfeiçoamento. Procura ter um corpo tão forte quanto um raio, saudável e livre de sofrimento, de modo a dedicá-lo ao serviço do Senhor, a quem se destina.

Os nomes dos Asanas são significativos e ilustram o princípio da evolução. Alguns são denominados de acordo com a vegetação, como a árvore (Vrksha) e o lótus (Padma); algumas de acordo com nomes de insetos, como o gafanhoto (Salabha) e o escorpião (Vrschika); algumas, segundo animais aquáticos e anfíbios; há Asanas com nomes de aves; outros com nomes de quadrúpedes; há também criaturas rastejantes; há Asanas que recebem nomes de heróis, sábios, deuses do panteão hindu; e há outros que relembram os Avatares (encarnações do Poder Divino). Enquanto executa os Asanas, o corpo do iogue assume muitas formas, assemelhando-se a uma variedade de criaturas. Sua mente é treinada para não desprezar nenhuma delas, pois sabe que por todo o reino da criação, do mais insignificante até o mais perfeito sábio, respira o mesmo Espírito Universal, que assume formas inumeráveis. Ele sabe que a forma mais elevada é a Ausência de Forma. Encontra a unidade na universalidade.

Vamos conhecer agora alguns exemplos de Asanas dentre os mais de 500 catalogados considerados leves e médios, lembrem-se que a prática dos Asanas deve ser acompanhado por um professor reconhecido e bem preparado na prática do yoga. O intuito é apenas exemplificar, pois mais a frente, quando formos abordar algumas das modalidades contemporâneas de yoga, entraremos mais a fundo no mundo dos Asanas.

Tada-asana – Postura da Montanha

Bala-asana – Postura da Criança

Vajra-asana – Postura do Diamante

Nataraja-asana – Postura do Dançarino Rei (Shiva)

Ekapada-asana – Postura do equilíbrio sobre uma perna

Garuda-asana – Postura da águia

Matsya-asana – Postura do peixe

Ushtra-asana – Postura do camelo

Dualidades como ganho e perda, vitória ou derrota, fama ou vergonha, corpo e mente, desaparecem através do domínio dos Asanas , e o iogue passa então ao Pranayama, o quarto estágio no caminho do Yoga. Continua no próximo artigo...

“O Yoga é como a música: o ritmo do corpo, a melodia da mente e a harmonia da al-ma criam a sinfonia da vida”.

B.K.S. Iyengar

OM BRAHMA, OM VISHNU, OM SHIVA, OM SHAKTI!!! (as três manifestações de Brahmam – Deus e a energia feminina da criação – Shakti).

NAMASTE!

Fontes consultadas:

• www.santosha.com

• B.K.S. Iyengar. A Luz da Yoga. Editora Círculo do Livro S.A. São Paulo.

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